Mélenchon lança grupo inspirado no ‘Exército do Lula’ para eleição na França
247 – A experiência de mobilização digital desenvolvida por apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a campanha eleitoral brasileira começou a influenciar a organização política da esquerda francesa, que se prepara para a eleição presidencial de abril de 2027. Grupos de militantes passaram a reproduzir estratégias de engajamento nas redes sociais e em aplicativos de mensagens, enquanto o partido A França Insubmissa (LFI), liderado por Jean-Luc Mélenchon, lançou uma iniciativa oficial inspirada no modelo brasileiro.
A principal referência dessas iniciativas é o chamado “Exército do Lula”, idealizado pelo deputado federal André Janones durante o segundo turno da eleição presidencial brasileira. A estratégia, baseada na participação coordenada de apoiadores para ampliar a circulação de conteúdos políticos, também despertou interesse em outros países europeus e na Argentina.
Na França, uma das primeiras iniciativas foi a criação do grupo não oficial Les Soldats Insoumis, ou “Soldados Insubmissos”, em referência ao partido de Mélenchon. Até terça-feira, o movimento já reunia mais de 15 mil participantes somente no WhatsApp, além de manter atividades no Telegram e em outras redes sociais.
A organização reproduz elementos centrais da estratégia brasileira, com orientações para impulsionar hashtags, compartilhar publicações e atrair novos integrantes. A proposta é transformar a participação individual dos militantes em uma rede de divulgação capaz de ampliar o alcance das mensagens políticas.
Partido de Mélenchon adota estratégia inspirada no Brasil
A repercussão do modelo brasileiro levou o próprio partido A França Insubmissa a organizar um canal oficial de mobilização digital voltado à campanha presidencial de Jean-Luc Mélenchon. O grupo, denominado L’équipe de Mélenchon, ou “Equipe de Mélenchon”, busca reunir apoiadores e coordenar ações de comunicação nas plataformas digitais.
Em um vídeo divulgado no grupo, o deputado francês Antoine Leaument reconheceu a influência da experiência brasileira e anunciou a intenção de adotar métodos semelhantes.
“Nós vimos bem o que aconteceu no Brasil e não se preocupem, vamos aplicar um método que funcione”, afirmou o parlamentar.



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