Irã alerta que nova agressão de Israel ameaça abastecimento global de energia
247 – Uma nova agressão militar de Israel no Golfo Pérsico poderia comprometer o abastecimento internacional de petróleo e gás e provocar graves consequências para a economia mundial, advertiu o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi.
Segundo a teleSUR, o chanceler apresentou o alerta no contexto da 8ª Cúpula do Fórum dos Países Exportadores de Gás, em Moscou, e defendeu a diplomacia para evitar um confronto regional.
Em publicação na rede social X, Araghchi afirmou que o risco de uma ofensiva militar israelense preocupa tanto os países produtores quanto os consumidores de gás. A avaliação iraniana é que uma escalada militar colocaria em perigo a segurança energética de nações dependentes do fornecimento e das rotas comerciais do Golfo.
O chanceler declarou que as Forças Armadas do Irã estão preparadas para defender o território nacional. Ao mesmo tempo, afirmou que Teerã mantém a aposta na negociação e busca implementar uma iniciativa denominada Plano de 7 Dias, apresentada como caminho para reduzir as tensões. A reportagem não detalha as etapas da proposta nem as condições para sua execução.
A preocupação com o abastecimento está ligada à importância do estreito de Ormuz para o comércio de energia. Conforme os dados citados pela teleSUR, aproximadamente um quinto do petróleo mundial passa pela região, que também concentra uma parcela relevante do transporte marítimo de gás natural liquefeito. Interrupções nessa passagem poderiam afetar o fornecimento e pressionar os custos de combustíveis, transporte e alimentos.
Pezeshkian e Putin defendem soluções regionais
À margem da cúpula, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, reuniu-se com o presidente da Rússia, Vladimir Putin. De acordo com a teleSUR, os dois defenderam que os países da região têm capacidade e direito soberano de enfrentar seus desafios sem a interferência dos Estados Unidos ou de outras potências externas.
A aproximação entre Teerã e Moscou também tem uma dimensão energética. Submetidos a sanções, os dois países buscam ampliar sua coordenação no setor. A reunião foi apresentada pela reportagem como parte desse esforço de cooperação em um cenário de tensão militar e disputa pelo fornecimento internacional de hidrocarbonetos.
O governo iraniano afirma que Israel tenta provocar um conflito aberto com apoio político, financeiro e militar dos Estados Unidos. Na avaliação de Teerã, essa estratégia prejudica as negociações e aumenta o risco de uma intervenção direta. Essas acusações expressam a posição iraniana relatada pela emissora.
Teerã sustenta que sua disposição para negociar deve ser acompanhada pelo respeito à soberania nacional, pela retirada das sanções e pelo reconhecimento do caráter pacífico de seu programa energético. Paralelamente, o país invoca o direito à legítima defesa previsto na Carta das Nações Unidas para justificar sua preparação militar diante da possibilidade de novos ataques.



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