Brasileira espalha cartazes de Flávio Bolsonaro como procurado em Nova York (vídeo)
247 – Uma manifestação contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) ganhou as ruas e estações de metrô de Nova York, nos Estados Unidos, após sua saída do Brasil na sequência da derrota eleitoral para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A brasileira Renata Díaz espalhou cartazes com a fotografia do parlamentar e a inscrição “Procurado”, acompanhada de um pedido de deportação. A iniciativa provocou uma reação de apoiadores do bolsonarismo, que passaram a ameaçar a ativista e divulgar informações sobre sua vida pessoal.
Segundo reportagem do Metrópoles, Renata realizou a ação no domingo (1º), durante as celebrações do Halloween. Fantasiada e usando máscara, ela percorreu ruas e estações do transporte público nova-iorquino para afixar os cartazes, registrando a manifestação em vídeos publicados nas redes sociais.
Os materiais apresentam Flávio Bolsonaro como procurado por supostos crimes contra a democracia e defendem seu retorno compulsório ao Brasil. A mobilização ocorreu depois que o senador deixou o país em um jatinho particular, após ser derrotado por Lula na disputa presidencial.
Brasileira cobra deportação de Flávio Bolsonaro
Em suas publicações, Renata criticou a presença do senador nos Estados Unidos e acusou o presidente estadunidense Donald Trump de interferir no processo eleitoral brasileiro.
“[Flávio] Bolsonaro não é um perseguido político, ele é um criminoso que precisa ser deportado. O Trump interferiu nas eleições brasileiras, agora é a hora da gente dar o troco. Atenção, o Brasil tem o maior exército digital popular do mundo e estamos prontos para combater o Trump, vamos nos juntar”, declarou.
A brasileira também compartilhou registros do percurso realizado pelas estações de metrô e pelas ruas de Nova York. As imagens mostram a distribuição dos cartazes em diferentes pontos da cidade, em uma tentativa de ampliar a visibilidade da campanha pela deportação do parlamentar.
A iniciativa levou para o espaço público estadunidense a controvérsia em torno da saída de Flávio Bolsonaro do Brasil. Os cartazes associam o senador a acusações de crimes contra a democracia, embora a reportagem não apresente informações sobre a existência de um mandado internacional de prisão contra ele.
Bolsonaristas ameaçam ativista e divulgam dados pessoais
A repercussão da manifestação foi acompanhada por uma ofensiva de apoiadores de Flávio Bolsonaro nas redes sociais. Horas depois da divulgação dos vídeos, Renata começou a receber ameaças de internautas bolsonaristas contrários à campanha.
De acordo com o Metrópoles, integrantes desses grupos passaram a acionar o Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE), solicitando providências contra a brasileira. Os denunciantes alegaram que a divulgação dos cartazes constituiria um “crime federal” por disseminação de “informações falsas”.
A reação também incluiu a exposição de informações pessoais da ativista. Seu endereço residencial, dados sobre a trajetória profissional e o local onde trabalha foram divulgados na internet, ampliando os riscos à sua privacidade e segurança.
Além das ameaças e da exposição de dados, apoiadores do senador passaram a pressionar integrantes do governo Trump para que se manifestassem publicamente contra a iniciativa de Renata.
Protesto amplia repercussão da saída do senador do Brasil
A campanha em Nova York ocorre em meio às repercussões políticas da viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos, realizada após o resultado das eleições presidenciais brasileiras.
A saída do senador passou a ser alvo de críticas de adversários políticos, enquanto seus apoiadores procuram contestar as acusações divulgadas contra ele.
A manifestação organizada por Renata Díaz acrescentou um novo episódio à controvérsia, desta vez em território estadunidense. A ação também evidenciou a mobilização de grupos bolsonaristas fora do Brasil, que recorreram às redes sociais e buscaram envolver autoridades migratórias dos Estados Unidos na disputa.
A reportagem original não informa se o ICE abriu algum procedimento contra Renata, se as autoridades estadunidenses responderam às denúncias ou se houve investigação sobre as ameaças e a divulgação de seus dados pessoais.


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