Polícia prende três suspeitos em investigação sobre corpos encontrados em SP enrolados em sacos pretos
247 – A Polícia Civil de São Paulo prendeu três homens suspeitos de envolvimento em diferentes homicídios investigados após uma série de descobertas de corpos na capital e na região metropolitana. As autoridades identificaram dez possíveis participantes de quatro assassinatos, dos quais cinco adultos ainda são procurados e dois adolescentes são alvo de pedidos de busca e apreensão. Ao todo, 20 mortes integram as investigações conduzidas desde o início de setembro.
Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil nesta terça-feira (27), os cinco adultos que permanecem em liberdade já tiveram mandados de prisão autorizados pela Justiça. A polícia busca localizar os investigados e esclarecer a participação de cada um nos crimes, cujas circunstâncias ainda estão sendo apuradas.
O levantamento oficial da Polícia Civil aponta que, entre 5 de setembro e 26 de outubro, foram encontrados 20 corpos em ocorrências tratadas como homicídio. Desse total, 15 casos ocorreram na cidade de São Paulo e cinco em municípios da Grande São Paulo.
Na região metropolitana, Itapecerica da Serra concentra duas ocorrências, enquanto Embu das Artes, São Bernardo do Campo e Diadema registraram um caso cada.
De acordo com os investigadores, as apurações envolvem situações em que as vítimas teriam sido mortas em outros locais e posteriormente abandonadas em espaços públicos. A polícia também trabalha com informações de possíveis vínculos de algumas vítimas com atividades criminosas, incluindo tráfico de drogas e roubos.
Prisões ocorreram em diferentes etapas da investigação
A captura mais recente aconteceu na segunda-feira (26), quando um homem de 44 anos foi preso por suspeita de participação em um homicídio ocorrido em 19 de outubro, no Jaçanã, bairro da zona norte paulistana.
Outra prisão foi realizada em 23 de outubro por policiais militares. O detido, de 40 anos, é investigado pela morte de um jovem de 22 anos, cujo corpo havia sido localizado no dia anterior em um terreno no Jardim Arpoador, nas proximidades do Rio Pequeno, na zona oeste da capital.
O terceiro investigado, de 39 anos, foi preso em 15 de outubro, inicialmente por utilizar documento falso. No decorrer das diligências, agentes do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) encontraram elementos que indicariam sua participação em um assassinato cometido no dia 13 daquele mês.
Com base nas informações reunidas, os investigadores solicitaram sua prisão também pelo homicídio. O suspeito foi indiciado nesta terça-feira (27).
Polícia não confirma ligação entre todas as mortes
Embora os casos apresentem características semelhantes, como o abandono de cadáveres em espaços públicos, a Polícia Civil ressalta que ainda não existem provas de que todos os assassinatos tenham sido praticados pelos mesmos responsáveis ou estejam relacionados.
Os investigadores também alertam que a utilização de sacos plásticos, tecidos ou outros materiais para envolver os corpos não é suficiente, por si só, para demonstrar uma conexão entre as ocorrências.
O número de mortes incluídas oficialmente na investigação é inferior ao contabilizado em levantamento anterior da CNN Brasil, que apontou 24 corpos encontrados na capital e na Grande São Paulo. A diferença ocorre porque nem toda localização de cadáver está necessariamente associada ao conjunto de homicídios investigados nessa sequência.
A diretora do DHPP, Ivalda Aleixo, ressaltou que o trabalho policial exige a análise individualizada das circunstâncias e das evidências de cada ocorrência.
“Cada caso exige uma apuração própria, com análise dos vestígios, imagens, depoimentos e demais elementos de prova. A identificação dos suspeitos representa um avanço importante, mas o trabalho continua até que todas as circunstâncias dos crimes sejam esclarecidas e os responsáveis sejam levados à Justiça”, afirmou.
O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, também destacou a identificação dos dez suspeitos como resultado das diligências realizadas até agora. Segundo ele, as equipes continuam mobilizadas para aprofundar as apurações e executar as determinações judiciais pendentes.
Os trabalhos são conduzidos pelo DHPP nos casos registrados na capital e pelas delegacias responsáveis pelas ocorrências nos municípios da Grande São Paulo. A investigação prossegue com a coleta de provas, a identificação de eventuais outros participantes e a tentativa de esclarecer a autoria e a motivação de cada homicídio.


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