SGB busca apoio de Vale e Petrobras para ampliar mapeamento de minerais críticos no Brasil
247 – O Serviço Geológico do Brasil (SGB) espera firmar novas parcerias com empresas como Vale e Petrobras para acelerar o mapeamento geológico destinado à identificação de minerais críticos e estratégicos, aponta reportagem da agência iNFRA. A iniciativa integra os planos apresentados pelo órgão para ampliar as pesquisas no país nos próximos quatro anos.
A busca por recursos de empresas públicas e privadas foi detalhada durante a apresentação do novo Plano Decenal de Geofísica (PlanGeo) e do lançamento de uma consulta pública sobre o tema. O diretor de Geologia e Recursos Minerais do SGB, Valdir Silveira, afirmou que o órgão tem condições de iniciar levantamentos assim que houver financiamento disponível.
“Se a Petrobras colocar dinheiro para a gente voar [com equipamento especializado], a gente começa amanhã”, disse Silveira.
O SGB trabalha, por enquanto, com a perspectiva de aplicar R$ 300 milhões do Orçamento da União em 2027. Segundo Silveira, o volume previsto para as pesquisas pode alcançar R$ 1,2 bilhão até 2030. A prioridade estabelecida para os próximos quatro anos é localizar reservas de minerais considerados críticos e estratégicos.
Além de ampliar o financiamento, o órgão avalia formatos que permitam às empresas participantes ter acesso exclusivo aos resultados das pesquisas durante um período determinado. O presidente do SGB, Vilmar Simões, afirmou a jornalistas que esse prazo poderá variar de seis meses a mais de um ano, conforme o caráter estratégico das informações produzidas. Depois desse período, os dados seriam disponibilizados ao público.
O desenho jurídico e institucional dessas parcerias ainda está em estudo. Anderson Arruda, da Secretaria Nacional de Geologia e Mineração do Ministério de Minas e Energia (MME), informou que o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) contratou um levantamento sobre modelos adotados em outros países. A Fundação Getulio Vargas (FGV) ficou responsável por reunir essas experiências e apresentar alternativas que possam ser aplicadas no Brasil.
“Nossa ideia é pegar o estudo que será entregue pela FGV, apresentar ao Grupo de Trabalho e, a partir daí, criar propostas. A gente ainda vai avaliar se vai ser uma norma interna, um decreto e eventualmente uma lei para que a gente possa consolidar essa parceria entre o setor privado e o Serviço Geológico, sempre focando no interesse nacional”, disse Arruda.



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