Plataforma ‘Canhota’ une profissionais progressistas contra boicotes
247 – Diante das investidas e boicotes promovidos contra trabalhadores e estabelecimentos comerciais que manifestaram apoio à reeleição do presidente Lula (PT) ou se posicionam no campo progressista, a comunicóloga Bea Galindo e o publicitário Lucian Woytovicz idealizaram uma alternativa concreta de fortalecimento econômico mútuo. Trata-se da ‘Canhota‘, uma plataforma voltada à integração de empreendimentos, autônomos e trabalhadores alinhados aos valores democráticos, fundamentada no lema “esquerda contrata esquerda”.
A proposta busca estruturar uma teia nacional de solidariedade e oportunidades comerciais, abrangendo desde prestadores de serviços independentes e freelancers até pequenos negócios. Especialmente fora das grandes capitais, diversos empreendedores locais passaram a sofrer represálias e campanhas difamatórias orquestradas em virtude de divergências ideológicas.
“Temos uma agência de comunicação com vários clientes, e muitos foram inseridos em listas completamente abusivas e criminosas, com informações de que os estabelecimentos não deveriam ser frequentados ou de que determinados profissionais seriam ruins e não mereceriam ser contratados. É um disparate triste, que reflete como está a democracia neste momento”, avaliam os fundadores do projeto.
Para integrar a iniciativa, o profissional ou representante da empresa precisa realizar um cadastro no site oficial por meio do preenchimento de um formulário. Após essa etapa, o usuário obtém uma identificação de acesso que permite publicar anúncios de serviços, cadastrar ofertas de emprego e indicar prestadores ou estabelecimentos parceiros com base em experiências prévias positivas. Essa lógica estabelece um circuito de indicações sustentado pela confiança e pela colaboração mútua.
No segmento voltado à oferta de vagas, a transparência na remuneração desponta como um dos pilares centrais da ferramenta. Diferenciando-se das práticas habituais do mercado de recrutamento — que frequentemente omitem os ganhos financeiros dos postos abertos —, a plataforma exige a especificação prévia do salário. As oportunidades submetidas passam por uma equipe de moderação e, dentro de um prazo de até sete dias, os responsáveis recebem o retorno via WhatsApp.
O fluxo de candidatura ocorre de forma direta: ao manifestar interesse por uma posição disponível, o candidato concede autorização para o envio de seus dados à empresa anunciante, que passa a conduzir o processo seletivo por meio das etapas padrão de entrevistas e avaliações. Além disso, o sistema conta com um mecanismo de denúncias para apurar condutas abusivas ou irregularidades. Todas as notificações são analisadas sob sigilo e, se comprovado o descumprimento das diretrizes, o infrator é permanentemente removido da rede.


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