Brasil tem 34 mil sites de apostas ilegais após proibição das bets
247 – O mercado clandestino de apostas virtuais segue desafiando o governo federal e a legislação brasileira. Mesmo 39 dias após a edição da norma que bania as chamadas “bets” e jogos online em todo o território nacional, cerca de 34 mil plataformas não autorizadas continuam operando normalmente, informa Míriam Leitão, no jornal O Globo.
Os dados foram levantados pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) por meio do sistema de monitoramento LegitBet. O mapeamento da entidade será apresentado formalmente durante audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF), convocada para analisar a situação regulatória e o futuro da atividade no país.
A resistência das plataformas ilegais contrasta com a reação registrada no comércio formal. De acordo com levantamento da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), a restrição às apostas gerou reflexo imediato no consumo de itens essenciais. Entre 5 e 11 de outubro, as vendas do setor supermercadista registraram alta de 6,5%, impulsionadas pelo redirecionamento da renda das famílias.
O bloqueio generalizado das apostas de quota fixa foi determinado pela Medida Provisória nº 1.394/2026, assinada pelo presidente Lula (PT) em 25 de setembro. A decisão governamental fundamentou-se no forte impacto social do setor, apontado como um dos principais vetores para o endividamento das famílias brasileiras, afetando sobretudo as populações em situação de vulnerabilidade social.
Segundo a ANJL, a disparidade entre a oferta regulada e o mercado pirata é expressiva: apenas 85 domínios possuíam licença oficial da União para operar antes da proibição. A entidade alerta que a proliferação das milhares de páginas não autorizadas agrava o quadro, uma vez que tais endereços funcionam sem fiscalização, desrespeitam regras operacionais e não recolhem tributos, gerando prejuízos substanciais às arrecadações públicas.



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