Aliados de Flávio Bolsonaro apontam Jorge Oliveira como ‘conciliador’ e favorito para o STF
247 – Aliados do senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmam que uma eventual indicação do ministro Jorge Oliveira, do Tribunal de Contas da União (TCU), para uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF) se deve ao seu perfil considerado “conciliador”, informa a Folha de São Paulo.
Jorge Oliveira é apontado como um dos favoritos para ocupar uma das três vagas que Flávio teria direito de indicar no STF, se eleito, além de uma vaga que atualmente se encontra aberta na Suprema Corte.
Ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Oliveira possui uma relação pessoal histórica com a família Bolsonaro. Seu pai, Jorge Francisco, falecido em 2018, atuou como assessor de Jair Bolsonaro (PL) na Câmara dos Deputados ao longo de 20 anos.
A proximidade entre as famílias é tão marcante que Oliveira costumava ser enviado por Jair Bolsonaro à residência da viúva do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra — reconhecido pela Justiça como torturador durante a ditadura militar — para adquirir exemplares de seu livro de memórias e distribuí-los entre aliados.
Apesar desse histórico, um interlocutor de Flávio Bolsonaro pondera que a ligação não faz de Oliveira um extremista. De acordo com interlocutores, o ministro mantém bom trânsito e diálogo fluído junto ao próprio STF, mantendo pontes inclusive com magistrados como Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes. Quando integrou o governo federal, até o ano de 2020, uma de suas principais atribuições era justamente conduzir a interlocução com o Poder Judiciário.
Entre os exemplos citados para demonstrar sua postura moderada está a sua atuação no TCU: mesmo fazendo ressalvas, Oliveira jamais votou contra a aprovação das contas do presidente Lula (PT) na corte de contas.
Pelo critério de rodízio interno do tribunal, Oliveira assumirá a presidência do TCU em 2027. Caso seja eventualmente indicado e aprovado para o Supremo Tribunal Federal, o posto na presidência do TCU passará para o ex-senador Antonio Anastasia, cujo perfil é avaliado pelos bolsonaristas como técnico, afastando o receio de que o órgão de controle se transforme em um reduto de oposição ao governo.


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