Michelle Bolsonaro defende Tarcísio de ataques de aliados de Flávio após derrota
A ex-primeira-dama e senadora eleita Michelle Bolsonaro (PL-DF) saiu em defesa do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), diante das críticas feitas por aliados da família Bolsonaro após a derrota de Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial. Em manifestação nas redes sociais, Michelle contestou a tentativa de atribuir a integrantes do campo conservador a responsabilidade pelo resultado eleitoral e afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro mantém uma relação de respeito e gratidão com seus apoiadores.
A manifestação ocorreu em meio aos ataques dirigidos a Tarcísio por aliados de Eduardo Bolsonaro que estão nos Estados Unidos. Sem mencionar diretamente o enteado, Michelle procurou afastar a interpretação de que Jair Bolsonaro estaria insatisfeito com a atuação de determinadas lideranças durante a campanha presidencial de Flávio.
Em publicação no Instagram, a ex-primeira-dama afirmou que Jair Bolsonaro é “muito grato pelo empenho e sacrifício que — dentro de suas possibilidades — cada um fez em prol da campanha de Flávio [Bolsonaro]”.
Michelle também destacou que o ex-presidente reconhece o esforço dos políticos e apoiadores que participaram da mobilização eleitoral. “Em nossas conversas, o Jair sempre manifesta um carinho e uma gratidão especial a todos os apoiadores que se doaram porque acreditam em um futuro melhor para o Brasil e para os brasileiros”, declarou.
A senadora eleita criticou ainda a circulação de informações que, segundo ela, apresentam uma versão distorcida dos sentimentos do ex-presidente em relação a figuras importantes do bolsonarismo. Na publicação, Michelle mencionou nominalmente Tarcísio de Freitas, a senadora Damares Alves, o deputado federal Nikolas Ferreira e o pastor Silas Malafaia.
“Por outro lado, ele se entristece quando vê notícias falsas, atribuindo a ele manifestações mentirosas, que pregam a divisão, apontam injustamente supostos ‘culpados’ e afirmam exatamente o contrário do que ele verdadeiramente sente por pessoas como [a senadora] Damares [Alves], Tarcísio [de Freitas], Nikolas, Silas Malafaia e outros que estão sendo atacados: muito respeito, carinho e gratidão”, escreveu.
A manifestação representa uma defesa pública de lideranças que passaram a enfrentar questionamentos dentro do próprio campo bolsonarista após o resultado das urnas. Ao citar o governador paulista entre os políticos que continuam contando com o reconhecimento de Jair Bolsonaro, Michelle se contrapôs às críticas dirigidas a Tarcísio por integrantes do grupo político ligado a Eduardo Bolsonaro.
Declaração de Tarcísio sobre 2030 intensificou ataques
As críticas ao governador de São Paulo ganharam força depois que ele admitiu, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, a possibilidade de disputar a Presidência da República em 2030.
A declaração colocou Tarcísio novamente no centro das discussões sobre o futuro da direita brasileira, em um momento marcado pelas consequências da derrota de Flávio Bolsonaro e pelas divergências entre lideranças do mesmo campo político.
A possibilidade de uma candidatura presidencial do governador paulista tornou-se um dos pontos de tensão entre setores bolsonaristas. A reação de Michelle ocorre justamente nesse contexto, em que aliados de Eduardo Bolsonaro passaram a direcionar ataques a Tarcísio.
Embora não tenha citado Eduardo diretamente, a ex-primeira-dama rejeitou a tentativa de responsabilizar integrantes do grupo político pela derrota eleitoral. Sua manifestação também procurou reforçar a ideia de que Jair Bolsonaro não compartilha das acusações feitas contra essas lideranças.
Flávio Bolsonaro reivindicou vitória após fugir para os Estados Unidos
O episódio ocorre em meio à crise política desencadeada pela reação de Flávio Bolsonaro ao resultado da eleição presidencial. Após sua fuga para os Estados Unidos, o senador divulgou uma carta na qual se apresentou inicialmente como o “verdadeiro presidente eleito” do Brasil.
Posteriormente, o título do documento foi modificado, e Flávio passou a se identificar como “líder do Brasil”.
A mudança ocorreu em um cenário de disputas internas no bolsonarismo, com diferentes lideranças buscando definir os rumos do grupo após a derrota nas urnas.


O Satã em Miami
A vingança dos demitidos
O que aconteceu no Brasil neste segundo turno das eleições foi algo histórico
O mercado financeiro nunca deixou de ganhar dinheiro com Lula