Arábia Saudita, Turquia e Paquistão ativam pacto de defesa de Meca
247 – Os governos da Arábia Saudita, da Turquia e do Paquistão decidiram ativar os compromissos de defesa conjunta da Aliança de Meca e preparar o envio de forças e capacidades militares ao território saudita. S
Segundo a agência Prensa Latina, a decisão foi anunciada após uma reunião de emergência em Riad, em meio à escalada do conflito no Iêmen e a acusações sauditas de ataques dos houthis, que negam ter atingido Meca e Medina.
O anúncio consta de uma declaração conjunta do Comitê Estratégico Político e de Defesa da aliança. De acordo com a Prensa Latina, os representantes dos três países se reuniram para discutir ameaças à segurança saudita e determinaram o início da execução dos compromissos militares previstos no pacto.
Os integrantes da organização decidiram “prosseguir imediatamente com a implementação prática dos compromissos conjuntos de defesa”. O comunicado prevê medidas para disponibilizar os contingentes e os recursos militares acordados e permitir sua rápida mobilização na Arábia Saudita, respeitando os entendimentos firmados e a legislação nacional dos três países.
O material divulgado não informa o número de militares envolvidos, os equipamentos que poderão ser enviados nem uma data para a chegada das forças. A decisão estabelece a mobilização como parte da resposta coletiva às ameaças relatadas pelo governo saudita.
Aliança condena ataques e reafirma defesa coletiva
Na declaração, os três países condenaram “nos termos mais veementes” uma tentativa de ataque contra Meca e Medina, além de ações atribuídas aos houthis contra cidades e instalações civis e econômicas sauditas. Também expressaram sua “rejeição categórica de qualquer agressão ou ameaça à segurança e integridade territorial do Reino”.
A atribuição desses ataques ao movimento iemenita é feita pelas autoridades sauditas e pelo comunicado da aliança. Os houthis negaram a acusação de ter utilizado mísseis e drones contra Meca e Medina.
Turquia e Paquistão elogiaram a prontidão das Forças Armadas sauditas e sua atuação diante dos ataques e das ameaças descritos no documento. Os dois governos também manifestaram apoio aos esforços de proteção da segurança e da integridade territorial da Arábia Saudita.
Segundo a declaração, a mobilização pretende ampliar a preparação das forças dos três países, melhorar sua integração militar e fortalecer a capacidade de resposta conjunta. O documento apresenta a segurança de cada Estado-membro como parte da segurança coletiva da aliança.
A execução do acordo também foi descrita como uma medida para reforçar a dissuasão e demonstrar a disposição dos integrantes de proteger sua soberania e seu território.
General paquistanês assume secretaria-geral
Durante a reunião de emergência, os países escolheram Mahmood, general reformado de nacionalidade paquistanesa, para exercer a função de secretário-geral da organização. O mandato será de três anos.
O Acordo de Meca para Defesa Conjunta foi assinado em 7 de agosto, em Meca, pelo presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan, pelo príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, e pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif. A decisão anunciada em Riad determina a aplicação prática dos compromissos assumidos pelos três dirigentes.
A ativação ocorre em meio a novos confrontos no Iêmen entre forças governamentais e os houthis. A Arábia Saudita acusa o movimento de atacar navios e alvos em seu território, incluindo instalações de produção de energia, com vítimas civis e danos materiais. A alegação saudita de ataques contra Meca e Medina permanece contestada pelo grupo iemenita.



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