Lula tem que falar dos crimes do Flávio, das perdas salariais e aposentadorias, do fim dos programas sociais e da soberania do Brasil
O presidente Lula deveria imediatamente, por intermédio de sua comunicação nas redes sociais, na televisão, rádio e onde tiver de ser, deixar claro ao povo brasileiro que a soberania do Brasil e seus direitos sociais e financeiros estão em jogo e correm sério perigo. Lula precisa falar a verdade de forma reta, direta e sem rodeios.
Lula tem que falar sobre esses cinco temas sem parar até o dia da eleição do segundo turno: 1) crimes do Flávio Bolsonaro; 2) perdas salariais e das aposentadorias; 3) fim dos programas sociais; 4) retirada do salário mínimo como indexador, que funciona como o principal piso de proteção social e poder de compra para a população brasileira; e 5) perda da soberania.
O salário mínimo no Brasil funciona como importante referência econômica e serve de teto, piso ou critério de acesso para diversos benefícios sociais, trabalhistas e obrigações fiscais. Por sua vez, os assessores de economia de Flávio Bolsonaro querem acabar com todos esses gatilhos e, com efeito, privilegiar os patrões, ou seja, o andar de cima da sociedade brasileira.
Flávio já prometeu dar fim ao Piso Previdenciário, a impedir que as aposentadorias e pensões do INSS sigam obrigatoriamente o valor do salário mínimo. O político extremista prometeu também atacar os benefícios sociais, a exemplo do BPC/LOAS e o abono salarial, já que ambos usam o piso do salário mínimo como base de pagamento.
Além disso, o candidato do fascismo e ultraneoliberal quer dar fim à dinâmica de reposição, que funciona como âncora de dignidade básica por meio do salário mínimo como referência para reposição de inúmeros direitos do povo brasileiro.
Tergiversar sobre o que acontecerá com a extrema direita no poder, a sentar na cadeira presidencial um rapaz totalmente descompromissado com os interesses da população brasileira e com a soberania do Brasil será um dos piores e mais tenebrosos momentos da história deste País, que sempre foi dominado pela mais poderosa e perversa elite econômica do mundo ocidental.
Lembre-se, Lula, o Brasil foi o último País a libertar os escravos de uma escravidão que durou 388 anos, um recorde mundial e que envergonha a quem tem um pingo de vergonha na cara, que não é, definitivamente, o caso da extrema direita brasileira.
Lula, fale das perdas que teremos como Nação e, sobretudo, deixe claro e transparente sobre quem é Flávio Bolsonaro. Informe, pedagogicamente, sobre todos os crimes que esse sujeito e sua família são acusados, assim como seus apoiadores, muitos deles investigados, processados e presos.
Explique, Lula, que esse tipo de gente no poder central fará pior do que Jair Bolsonaro fez em termos de violência, fome, miséria, perda de direitos e entrega do patrimônio público e das riquezas deste País, além da política econômica brutal, que concentra renda e riqueza. Diga Lula. Afirme Lula. Explique o que todos nós perderemos e como a vida ficará muito pior e difícil, mas que, em contraponto, beneficiará ainda mais a boa vida dos ricos e dos muito ricos.
Lula precisa falar dos crimes recorrentes do Flávio Bolsonaro com força e precisão, assim como das perdas salariais e das aposentadorias, dos programas sociais e da soberania do Brasil. A extrema direita no poder causará falta de investimentos públicos, inflação alta, desemprego em massa, preços altos dos alimentos e remédios e o vale-tudo na economia e no meio ambiente.
O Brasil não pode retroceder como se fosse novamente um País menor sem sê-lo e ficar na posição de subordinado e colonizado pelos Estados Unidos, a se submeter como um País invadido e dominado por força estrangeira. Somos independentes há 204 anos. Como disse Lula: “O Brasil não cabe no quintal de ninguém!” É isso aí.


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