Fuzhou, na China, reúne mídia de 100 países e vira oportunidade para conhecimento além-fronteiras
A cidade de Fuzhou, a pouco mais de uma hora de voo de Xangai, aqui no sudeste da China, tem seu nome associado ao bem-estar e aos sentimentos de alegria e de felicidade. As definições estão ligadas ao ‘Fu’, que também quer dizer “abençoada”, como explicam estudiosos locais. Fuzhou é a capital da província de Fujian, que pelo ‘Fu’ tem as mesmas famas. Por sua geografia estratégica, a cidade marítima de Fuzhou é parte fundamental da iniciativa chamada “Um Cinturão e Uma Rota”, lançada, em 2013, pelo presidente Xi Jinping. A iniciativa é também conhecida como “Uma Nova Rota da Seda” e tem como objetivos amplas obras de infraestrutura e conexões no país e com seu exterior.
Jasmim e cem países
Aqui em Fuzhou aprendemos que a cidade tem outras características, como a de ser grande produtora de chás, especialmente o de jasmim, e ser dona de gastronomia (especialmente seus frutos do mar) elogiada pelos chineses e outros consumidores do planeta. Mas nesta semana, esta capital do bem-estar é notícia por outro motivo: o encontro com representantes da imprensa de vários continentes. Segundo o Diário do Povo, organizador do encontro, aqui estão mais de 200 delegações estrangeiras de 182 veículos de imprensa de cerca de 100 países.
Fórum em Fuzhou
Nesta cidade verde e que também é referência para o cuidado com o meio ambiente, jornalistas de diferentes partes do mundo participam do “Fórum de Cooperação Midiática 2026 sobre a Iniciativa Cinturão e Rota”. A semana de palestras e debates é realizada pelo Diário do Povo, com apoio do governo da província de Fujian.
Combate a notícias falsas
A série de países participantes do Fórum inclui lugares distantes geograficamente, como El Salvador, Honduras, Cuba, Paquistão, Cazaquistão, Rússia, Nepal, África do Sul, Guiné-Bissau e Chipre, entre outros. Apesar da distância física, as preocupações são muito parecidas. Por exemplo, como combater as notícias falsas. A representante do Paquistão, Saadia Shariff, observou em sua palestra que “conectividade significa não estar sozinhos” e, por isso, disse, a importância de encontros como este. Xu Yuchang, da agência de notícias, fez um paralelo entre a nova Rota da Seda e a conexão informativa, notando que a troca de informações é fundamental no campo da comunicação e das novas tecnologias.
Planeta
Muito além das palestras, o “Fórum de Cooperação Midiática 2026 sobre a Iniciativa Cinturão e Rota” permitiu também, nos intervalos, a conexão entre representantes da mídia de vários cantos do planeta. Uma oportunidade para se conhecerem os desafios igualmente dos próprios países.
Honduras, com Trump, e Nepal, com a tragédia da natureza
Os representantes de Honduras recordaram a interferência direta de Donald Trump no processo eleitoral do país, possibilitando a chegada de seu aliado Asfura ao poder. O destino político hondurenho e a recente tragédia da natureza no Nepal, com milhares de mortos e desaparecidos, foram desafios locais, mas também internacionais. Como observaram os colegas do Nepal, Rimal Rajendra e Sushil Aryal, na conversa com o Brasil 247, a mudança climática foi tão avassaladora que famílias inteiras desapareceram na violência da enxurrada de lama que abalou o país. Precisamos levar a mudança do clima muito mais a sério, disseram.
O desafio da enxurrada
Agora, o Nepal lida com a falta de recursos para encarar a reconstrução numa área turística que viveu seus dias mais tristes. Em Fuzhou, na cidade chinesa do bem-estar e da alegria, a meta foi reunir a mídia de cerca de 100 países. Mas também terminamos aprendendo mais sobre a vida além das nossas fronteiras.


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