Jorge Oliveira é cotado para vaga no STF em eventual governo Flávio Bolsonaro
247 – O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Jorge Oliveira, é apontado como o principal favorito para ocupar a primeira vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) em um eventual governo Flávio Bolsonaro (PL), informa Bela Megale, do jornal O Globo.
A avaliação de que a indicação é tida como certa é compartilhada por integrantes da cúpula da campanha do parlamentar e por aliados de primeira hora do senador. O grande ativo de Jorge Oliveira junto ao grupo político é o fato de possuir o elemento mais buscado pela família: uma relação de estrita e extrema confiança. O pai do ministro atuou por cerca de 20 anos como assessor de Jair Bolsonaro (PL), e o próprio Jorge Oliveira trabalhou no gabinete do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) antes de assumir cargos estratégicos na gestão Bolsonaro no Palácio do Planalto.
Durante a passagem pelo governo federal, Oliveira esteve à frente da Subchefia de Assuntos Jurídicos (SAJ) — órgão responsável por analisar a legalidade e a constitucionalidade dos atos presidenciais — e, posteriormente, exerceu o cargo de ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência.
Jair Bolsonaro já havia escolhido Oliveira como sua primeira indicação para o STF no mandato anterior, mas ele próprio declinou da proposta por avaliar que necessitava de mais bagagem e experiência para ocupar a cadeira na Suprema Corte. Diante da recusa, Oliveira foi indicado para uma vaga no TCU, e a primeira cadeira do STF acabou sendo ocupada por Kassio Nunes Marques.
Integrante do tribunal de contas desde 2020, Oliveira construiu amplo trânsito com parlamentares e políticos de diferentes partidos. O próprio Jair Bolsonaro planejava indicá-lo ao tribunal caso tivesse conquistado a reeleição no pleito de 2022.
Afeito ao diálogo e de estilo conciliador, Jorge Oliveira é visto com bons olhos por integrantes do próprio STF, em um período no qual a corte enfrenta a maior crise de sua história. Parlamentares da oposição e de esquerda também mantêm simpatia pelo ministro, que chegou a atuar nos bastidores pela aprovação do nome de Cristiano Zanin para o Supremo.
De forma secundária, a desembargadora Marianna Fux, filha do ministro do STF Luiz Fux, também figura entre os nomes considerados por Flávio Bolsonaro para futuras indicações à alta corte. Segundo apuração veiculada pelo ICL Notícias, a magistrada surge como uma das opções avaliadas para as vagas que poderão ser abertas no STF a partir de 2028, caso o candidato vença a disputa presidencial.



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