Skip to content

News Brazilia

O site de notícias sobre o Brasil oferece informações abrangentes sobre os acontecimentos atuais na política, economia, cultura e sociedade do país. As atualizações regulares garantem a relevância dos materiais e uma ampla cobertura de temas que refletem a vida no Brasil.

Primary Menu
  • Cultura
  • Direitos Humanos
  • Opinião
  • Política
  • Geral
  • Mundo
  • Saúde
  • Home
  • Mundo
  • Netanyahu pressiona Trump a atacar o Irã logo após eleições nos EUA
  • Mundo

Netanyahu pressiona Trump a atacar o Irã logo após eleições nos EUA

02.11.2026 6 min read

247 – O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, intensificou a pressão sobre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que Washington realize uma nova ofensiva militar contra o Irã imediatamente após as eleições legislativas estadunidenses, marcadas para terça-feira (3). A iniciativa ocorre em meio a divergências entre os dois governos sobre a possibilidade de retomar negociações com Teerã e ao risco de uma nova escalada militar no Oriente Médio.

As informações foram divulgadas pelo Axios, com base em fontes dos governos estadunidense e israelense, e repercutidas pela RT nesta segunda-feira (2). Segundo a reportagem, Netanyahu e Trump tiveram uma conversa telefônica marcada por divergências sobre a estratégia a ser adotada em relação ao programa nuclear iraniano. O diálogo ocorreu no sábado (31) e havia sido noticiado inicialmente pelo Wall Street Journal.

Uma fonte israelense classificou a conversa como “dura”, enquanto um interlocutor estadunidense a descreveu como “direta”. Durante o telefonema, Trump teria manifestado preferência por oferecer uma nova oportunidade às negociações diplomáticas antes de autorizar bombardeios contra instalações iranianas.

A posição do presidente estadunidense contraria os interesses imediatos de Netanyahu, que defende uma resposta militar rápida. O premiê israelense teme que a retomada do diálogo entre Washington e Teerã adie uma operação contra instalações nucleares que Israel considera estratégicas.

Netanyahu quer ataque a instalação nuclear iraniana

A pressão israelense também foi abordada pelo jornalista estadunidense Tucker Carlson, que afirmou, em publicação na rede social X nesta segunda-feira (2), que os Estados Unidos “podem estar a poucos dias de lançar um ataque nuclear contra o Irã”.

Segundo Carlson, Netanyahu “liga para Trump todos os dias sobre isso”. O jornalista afirmou que o premiê israelense busca convencer Washington a atingir uma instalação localizada na chamada Montanha da Picareta, no centro do território iraniano.

A inteligência israelense suspeita que o Irã tenha retomado atividades de enriquecimento de urânio nessa instalação. A informação, entretanto, aparece nas declarações atribuídas às fontes de Carlson e não representa uma confirmação independente sobre a existência de atividades nucleares no local.

A referência a um possível ataque nuclear feita pelo jornalista também não foi acompanhada, nas informações apresentadas, de comprovação de que Washington esteja planejando empregar armamento nuclear.

A pressão ocorre em um momento de dificuldades políticas internas para Netanyahu. Seu bloco de direita não conseguiu conquistar maioria parlamentar nas eleições israelenses de outubro, obrigando o primeiro-ministro a enfrentar negociações complexas para a formação de uma coalizão governista.

Trump mantém ameaças, mas admite negociações

Apesar das divergências com Netanyahu, Trump continua defendendo a possibilidade de novas operações militares contra o Irã caso o governo iraniano não aceite as condições estabelecidas por Washington.

No sábado (31), o presidente estadunidense afirmou a jornalistas que as conversas com Teerã estavam “indo bem”. Ao mesmo tempo, voltou a mencionar a possibilidade de destruir instalações nucleares iranianas.

“Podemos fazer isso em 10 minutos. Já temos isso planejado. Vocês podem olhar para a Montanha da Picareta. Precisamos cuidar disso”, declarou Trump.

A combinação de ameaças militares e disposição para negociar evidencia a estratégia adotada pela Casa Branca: manter a pressão sobre o governo iraniano enquanto avalia a possibilidade de alcançar um entendimento diplomático.

Na semana passada, o vice-presidente estadunidense, JD Vance, encaminhou uma carta ao responsável pela segurança nacional iraniana, Mohsen Rezaei, apresentando uma proposta para reabrir as negociações bilaterais, interrompidas havia vários meses.

A iniciativa indica que setores do governo Trump ainda procuram uma saída negociada, apesar das exigências israelenses por uma nova ofensiva.

Irã exige fim do bloqueio naval e apresenta plano de sete etapas

As negociações indiretas entre Estados Unidos e Irã registraram movimentações nos últimos dias. No domingo (1º), representantes iranianos deixaram Doha, capital do Catar, depois de três dias de intercâmbio de mensagens com interlocutores estadunidenses, por intermédio de mediadores catarianos.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, informou que as discussões tiveram como referência um plano de sete etapas apresentado por Teerã em setembro.

Segundo Baghaei, a proposta poderia ser implementada de maneira acelerada caso os dois países conseguissem chegar a um entendimento.

O governo iraniano, entretanto, condiciona qualquer acordo definitivo ao encerramento do bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos e ao reconhecimento de suas reivindicações de segurança e soberania.

“São razoáveis e lógicos: nenhum acordo final pode ser iniciado, nem o Estreito de Ormuz pode ser reaberto ou assegurado, a menos que o bloqueio naval dos EUA seja encerrado, as exigências do Irã sejam respeitadas e as necessidades legítimas do Irã sejam atendidas”, afirmou Baghaei, referindo-se aos termos apresentados por Teerã.

A situação do Estreito de Ormuz permanece como um dos principais obstáculos às negociações. A passagem marítima possui importância estratégica para o transporte internacional de petróleo e sua segurança está diretamente relacionada à estabilidade econômica e militar da região.

Liderança iraniana ordena preparação para resposta militar

Enquanto prosseguem as tentativas diplomáticas, o Irã também se prepara para a possibilidade de novos ataques.

No sábado (31), o líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, determinou que as Forças Armadas mantenham prontidão para responder a uma eventual ofensiva dos Estados Unidos ou de Israel.

De acordo com comunicado divulgado por seu gabinete, os militares devem estar preparados para executar “uma resposta imediata e eficaz, sem restrições geográficas” caso o território iraniano seja novamente atacado.

A declaração amplia o risco de que uma operação militar contra instalações iranianas provoque retaliações em diferentes pontos do Oriente Médio, incluindo áreas onde estão posicionadas tropas e estruturas militares estadunidenses.

Segundo o Wall Street Journal, ataques anteriores realizados pelo Irã com mísseis e drones provocaram prejuízos de até US$ 15 bilhões em bases militares dos Estados Unidos na região.

O custo das operações também preocupa setores da estrutura de defesa estadunidense. Em setembro, o inspetor-geral do Pentágono advertiu que o elevado consumo de armamentos durante o conflito no Oriente Médio “resultou em déficits estratégicos de estoque e revelou gargalos na base industrial para o reabastecimento de munições”.

O alerta aponta dificuldades na reposição de equipamentos militares considerados essenciais, fator que pode influenciar o planejamento de uma nova campanha contra o Irã.

Rússia defende solução diplomática para o conflito

A Rússia também passou a atuar diplomaticamente para tentar evitar uma nova escalada entre Washington e Teerã.

Durante um encontro realizado em outubro, em São Petersburgo, o presidente russo, Vladimir Putin, transmitiu ao enviado especial de Trump, Steve Witkoff, a disposição de Moscou de contribuir para uma solução negociada.

Segundo o assessor presidencial russo Yury Ushakov, Putin destacou que ainda existem possibilidades concretas de entendimento entre os Estados Unidos e o governo iraniano.

“As possibilidades de diplomacia estão longe de se esgotarem e é possível e necessário chegar a um acordo com Teerã, que é nosso parceiro estratégico”, afirmou Ushakov, ao relatar a posição do presidente russo.

A movimentação diplomática ocorre às vésperas das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, momento apontado pela reportagem do Axios como o marco temporal escolhido por Netanyahu para intensificar sua pressão por uma operação militar.

O impasse coloca Trump diante de duas alternativas com consequências significativas: atender à exigência israelense de uma nova ofensiva contra o Irã ou insistir nas negociações diplomáticas, apesar das ameaças e da resistência do governo Netanyahu.

Continue Reading

Previous: Derrota republicana nas Midterms pode abrir caminho para impeachment de Trump
Next: Partidos árabes apoiam Eisenkot, que pode pôr fim à era Netanyahu em Israel
  • Recém-chegado
  • Popular
  • Pesquisas eleitorais: a quem elas servem?
    • Opinião

    Pesquisas eleitorais: a quem elas servem?

  • Lara Resende reabre um debate necessário sobre os juros altos
    • Opinião

    Lara Resende reabre um debate necessário sobre os juros altos

  • A caricatura do social não deve prevalecer
    • Opinião

    A caricatura do social não deve prevalecer

  • O fim da escala 6×1 e a reconciliação do Brasil com o tempo
    • Opinião

    O fim da escala 6×1 e a reconciliação do Brasil com o tempo

  • Não existe mais direita “civilizada” no Brasil
    • Opinião

    Não existe mais direita “civilizada” no Brasil

  • PT defende voto em lista, mas admite negociar voto distrital misto, diz Edinho Silva
    • Política

    PT defende voto em lista, mas admite negociar voto distrital misto, diz Edinho Silva

  • Filha de Regina, Gabriela Duarte posta sobre “regime que persegue e prende seus opositores”
    • Cultura

    Filha de Regina, Gabriela Duarte posta sobre “regime que persegue e prende seus opositores”

  • Polícia prende três suspeitos em investigação sobre corpos encontrados em SP enrolados em sacos pretos
    • Geral

    Polícia prende três suspeitos em investigação sobre corpos encontrados em SP enrolados em sacos pretos

  • Mélenchon lança grupo inspirado no ‘Exército do Lula’ para eleição na França
    • Mundo

    Mélenchon lança grupo inspirado no ‘Exército do Lula’ para eleição na França

  • Negacionismo impulsiona sarampo nos EUA e representa ameaça ao Brasil
    • Saúde

    Negacionismo impulsiona sarampo nos EUA e representa ameaça ao Brasil

Você pode ter perdido

Pesquisas eleitorais: a quem elas servem? 3 min read
  • Opinião

Pesquisas eleitorais: a quem elas servem?

03.11.2026
Lara Resende reabre um debate necessário sobre os juros altos 4 min read
  • Opinião

Lara Resende reabre um debate necessário sobre os juros altos

03.11.2026
A caricatura do social não deve prevalecer 4 min read
  • Opinião

A caricatura do social não deve prevalecer

03.11.2026
O fim da escala 6×1 e a reconciliação do Brasil com o tempo 3 min read
  • Opinião

O fim da escala 6×1 e a reconciliação do Brasil com o tempo

03.11.2026

Disklayer

Todo o conteúdo deste site, incluindo textos, fotografias e gráficos, é protegido por direitos autorais. Nenhuma parte deste site pode ser reproduzida sem a permissão por escrito do detentor dos direitos autorais.

Categorias

Cultura Direitos Humanos Geral Mundo Opinião Política Saúde
Copyright © Todos os direitos reservados.