Diplomata declara voto em Lula em defesa da democracia
247 – A médica e diplomata Marise Ribeiro Nogueira, chefe da Assessoria Especial de Assuntos Internacionais do Ministério da Saúde, declarou publicamente apoio à reeleição do presidente Lula (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, segundo publicação realizada em seu perfil no Instagram na terça-feira (13). A manifestação chama a atenção pelo fato de que diplomatas geralmente não se pronunciam publicamente sobre questões políticas nem participam de campanhas para candidatos.
No texto publicado, a diplomata destacou sua trajetória pessoal e profissional ao afirmar suas origens e seu compromisso com o serviço público. “Eu sou médica, diplomata, mãe, evangélica, nasci em Niterói, cresci na Tijuca, frequentei a escola pública, a universidade pública e tenho rodado o mundo representando o Brasil”, declarou Marise Ribeiro Nogueira.
A chefe da Assessoria Especial ressaltou a dedicação ao trabalho e a defesa de uma política externa voltada para os interesses do país. “Eu estudo muito, trabalho muito e acredito numa política externa que defende os interesses do Brasil e dos brasileiros, do agronegócio à floresta amazônica, do SUS à indústria nacional de saúde, da economia popular impulsionada pelo Bolsa Família e pelo Pix até os pequenos, médios e grandes empresários”, escreveu a servidora.
Em seu relato sobre o trabalho no governo, Marise apontou a passagem pelo Palácio do Planalto como o marco mais relevante de sua carreira pública e descreveu a rotina ao lado do chefe do Executivo. “Como servidora pública a minha experiência mais relevante foi servir à Presidência da República. E quem trabalha com o presidente Lula corre muito, leva muita bronca, mas renova todo dia a esperança da mudança, a certeza de que estamos construindo um Brasil à altura das brasileiras e dos brasileiros”, afirmou.
A diplomata defendeu ainda o papel essencial dos valores democráticos para o desenvolvimento social da nação. “Porque democracia tem que combater o racismo, a misoginia, a intolerância religiosa, as perseguições políticas e promover a inclusão social. É por isso que dia 25 eu voto 13 de novo”, concluiu.
A declaração ocorre no contexto da disputa do segundo turno das eleições presidenciais, agendado para o dia 25 de outubro, entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). No primeiro turno da votação, o senador do PL terminou na liderança, com 47,03% dos votos válidos, enquanto o atual presidente obteve 45,16%.
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