ANM reduz alerta de barragem em Brumadinho, mas moradores ainda não podem voltar para casa
247 – A Agência Nacional de Mineração (ANM) reduziu de 2 para 1 o nível de emergência da Barragem B1A, localizada em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais. A mudança na classificação da estrutura, administrada pela Emicon Mineração e Terraplenagem Ltda., não autoriza o retorno dos moradores retirados da área por razões de segurança.
A barragem estava enquadrada no Nível de Emergência 2 (NE2) desde julho de 2025. Com a revisão, passou ao Nível de Emergência 1 (NE1), mas continua submetida a medidas de controle e acompanhamento pela agência reguladora.
A redução do alerta não significa o encerramento da situação de emergência. A ANM continuará fiscalizando a estrutura e verificando o cumprimento das exigências de segurança estabelecidas para o empreendimento.
A população evacuada também permanece impedida de retornar à Zona de Autossalvamento (ZAS), área próxima à barragem na qual os moradores precisam ter condições de se proteger imediatamente em caso de emergência.
A autorização para reocupação dependerá de avaliações e do acompanhamento da Defesa Civil de Brumadinho. Portanto, a mudança na classificação técnica não produz efeitos imediatos sobre o acesso dos moradores às áreas evacuadas.
Por que a barragem entrou em emergência
A ANM havia elevado o alerta para o nível 2 em julho de 2025, diante de incertezas sobre a estabilidade da Barragem B1A.
Na ocasião, estudos técnicos apresentavam conclusões divergentes sobre as condições da estrutura. As investigações disponíveis também tinham limitações que dificultavam a avaliação dos riscos e apontavam possíveis situações críticas.
Outro problema identificado foi a ausência de sistemas de alerta necessários à proteção da população potencialmente afetada. A combinação desses fatores levou à classificação de emergência e à retirada preventiva dos moradores da região.
Novos estudos de estabilidade
A agência reguladora determinou a realização de investigações geotécnicas adicionais para esclarecer as condições da barragem.
Entre as exigências estava a elaboração de uma nova avaliação de estabilidade, conduzida por uma consultoria independente, para subsidiar a análise técnica da estrutura.
As investigações complementares foram realizadas, e os resultados apresentados à ANM em um estudo atualizado. O processo antecedeu a revisão da classificação de emergência.
Apesar da redução do nível de alerta, a barragem permanece sob fiscalização da ANM. A liberação das áreas evacuadas constitui uma decisão distinta, condicionada às avaliações de segurança e à atuação da Defesa Civil municipal.



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