Skip to content

News Brazilia

O site de notícias sobre o Brasil oferece informações abrangentes sobre os acontecimentos atuais na política, economia, cultura e sociedade do país. As atualizações regulares garantem a relevância dos materiais e uma ampla cobertura de temas que refletem a vida no Brasil.

Primary Menu
  • Cultura
  • Direitos Humanos
  • Opinião
  • Política
  • Geral
  • Mundo
  • Saúde
  • Home
  • Saúde
  • Veja sintomas e tratamentos para o câncer que resultou na morte de Netinho
  • Saúde

Veja sintomas e tratamentos para o câncer que resultou na morte de Netinho

14.10.2026 8 min read

247 – A morte do cantor Netinho, nesta terça-feira (13), em Salvador, aos 60 anos, ocorreu após complicações de um linfoma não Hodgkin, tipo de câncer que compromete células do sistema linfático e pode provocar sintomas como aumento dos gânglios, febre, suor noturno, cansaço e perda de peso. Segundo o G1, o artista enfrentava a doença desde 2025 e precisou retornar ao Hospital Aliança Star, na capital baiana, após a recidiva do câncer. O tratamento desse grupo de tumores pode envolver quimioterapia, imunoterapia, radioterapia e outras terapias, conforme as características de cada caso.

O linfoma não Hodgkin reúne mais de 40 subtipos, segundo informações do Instituto Nacional de Câncer (Inca). A doença afeta células que participam da defesa do organismo e pode surgir em diferentes regiões do corpo. O comportamento do câncer varia conforme o subtipo: alguns tumores crescem lentamente, enquanto outros avançam de maneira mais rápida e exigem intervenções intensivas.

Netinho iniciou o tratamento contra a doença em março de 2025. Após um período de remissão, o câncer voltou em 2026. Em maio, o cantor informou aos seguidores que enfrentava novamente a enfermidade, desta vez com características mais agressivas. Em junho, anunciou que havia recebido alta médica do tratamento.

De acordo com informações divulgadas pela assessoria do artista, o linfoma não Hodgkin do tipo B evoluiu para insuficiência renal e disfunção múltipla de órgãos. O cantor estava internado em Salvador quando morreu.

O que é o linfoma não Hodgkin?

O linfoma não Hodgkin é um grupo de cânceres que atinge os linfócitos, células do sistema imunológico responsáveis por participar da proteção do organismo contra infecções e outras ameaças.

Essas células circulam pelo sistema linfático, uma rede formada por vasos, linfonodos e tecidos que atuam na defesa do corpo. Os linfonodos, conhecidos popularmente como gânglios, estão presentes em regiões como pescoço, axilas, virilha, tórax e abdômen.

A doença surge quando alterações celulares provocam a multiplicação descontrolada dos linfócitos. Essas células podem se acumular nos gânglios e atingir outros órgãos e tecidos.

O Inca explica que o linfoma não Hodgkin engloba diferentes tipos de câncer, classificados de acordo com as células envolvidas e seu comportamento. Os médicos consideram características como a velocidade de crescimento, a extensão da doença e os locais que apresentam comprometimento.

Os especialistas dividem esses tumores em dois grupos principais: os indolentes, que apresentam evolução mais lenta, e os agressivos, que avançam rapidamente.

A doença pode afetar pessoas de diferentes idades, inclusive crianças e adolescentes, embora sua frequência aumente entre adultos mais velhos.

Quais são os sintomas do linfoma não Hodgkin?

O aumento dos linfonodos está entre as manifestações mais frequentes do linfoma não Hodgkin. O paciente pode perceber caroços, geralmente sem dor, em áreas do corpo que concentram estruturas do sistema linfático.

O câncer também pode provocar febre persistente, transpiração excessiva durante a noite, emagrecimento sem causa aparente, coceira na pele, fraqueza e cansaço.

As manifestações variam conforme a localização do tumor. Quando a doença atinge estruturas do tórax, por exemplo, o paciente pode apresentar tosse, falta de ar ou desconforto na região.

O comprometimento de órgãos abdominais pode causar aumento do volume da barriga, dor e alterações no funcionamento do aparelho digestivo.

Esses sintomas não indicam necessariamente a presença de câncer. Infecções e outras doenças também podem provocar alterações semelhantes. A persistência dos sinais exige investigação médica para identificar sua origem.

Como os médicos diagnosticam a doença?

A investigação começa com a avaliação dos sintomas, do histórico clínico e das alterações que o médico identifica durante o exame físico.

A biópsia desempenha papel central na confirmação do diagnóstico. Durante o procedimento, a equipe médica retira uma amostra do tecido suspeito, geralmente de um linfonodo, para análise laboratorial.

Os especialistas examinam as características das células e utilizam testes complementares para determinar o subtipo de linfoma.

A identificação do tipo de câncer orienta a escolha do tratamento e permite avaliar o comportamento provável da doença.

Os médicos também podem solicitar exames de imagem, como tomografia computadorizada, ressonância magnética e PET-CT, conforme as necessidades de cada paciente.

Em determinadas situações, a investigação inclui exames da medula óssea e do líquido que envolve o cérebro e a medula espinhal. Esses procedimentos ajudam a identificar a extensão do comprometimento e a definir a estratégia terapêutica.

Quais tratamentos existem para o linfoma não Hodgkin?

O tratamento depende do subtipo do câncer, da extensão dos tumores, da idade e das condições de saúde do paciente.

A quimioterapia figura entre os recursos que os médicos utilizam com maior frequência. O procedimento emprega medicamentos capazes de destruir células cancerígenas ou impedir sua multiplicação.

A imunoterapia também integra o tratamento de diferentes tipos de linfoma. Essa modalidade utiliza medicamentos que atuam sobre mecanismos do sistema imunológico ou sobre estruturas específicas das células tumorais.

Em alguns casos, os especialistas combinam imunoterapia e quimioterapia para ampliar a resposta ao tratamento.

A radioterapia utiliza radiação para combater tumores em áreas determinadas do organismo. Os médicos podem indicar o procedimento isoladamente ou em associação com outros recursos.

Entre as possibilidades terapêuticas também aparecem medicamentos de terapia-alvo, transplante de células-tronco hematopoéticas, frequentemente chamado de transplante de medula óssea, e terapia com células CAR-T.

Na terapia CAR-T, os profissionais coletam linfócitos T do próprio paciente e realizam modificações em laboratório para que essas células reconheçam e ataquem o câncer.

A escolha entre os tratamentos depende de critérios clínicos e das características da doença. Em alguns linfomas de crescimento lento, os médicos podem optar inicialmente por acompanhamento, sem iniciar medicamentos de imediato.

Linfoma não Hodgkin tem cura?

As possibilidades de cura variam conforme o subtipo, a extensão da doença e a resposta do organismo ao tratamento.

Segundo a Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale), as taxas de cura podem ficar, em média, entre 60% e 70%, com resultados superiores ou inferiores conforme as características de cada caso. Esse intervalo não representa uma previsão individual para todos os pacientes.

O hematologista Guilherme Duffles, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), do grupo Oncologia D’Or e coordenador do Comitê de Linfomas da Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia (ABHH), explica que o intervalo entre a remissão e uma eventual recaída também influencia o prognóstico.

“Pacientes que fizeram um tratamento de primeira linha e têm uma recaída da doença muito próximo ao término do tratamento tendem a ter uma evolução pior do que aqueles que tiveram um tempo longo de remissão e só têm uma recaída muito tempo depois”, afirma o especialista.

O médico também destaca a influência das condições clínicas na definição do tratamento. Pacientes mais jovens ou com menos doenças associadas podem apresentar maior tolerância a procedimentos intensivos.

Essa avaliação permite que a equipe médica considere medicamentos e estratégias com maior toxicidade, quando os benefícios esperados justificam os riscos envolvidos.

A evolução do linfoma depende, portanto, não apenas da classificação do tumor, mas também do estágio da doença, da resposta às terapias e das condições gerais de cada paciente.

Qual é a diferença entre linfoma de Hodgkin e não Hodgkin?

Os dois tipos de câncer atingem o sistema linfático, mas apresentam características celulares e padrões de evolução diferentes.

No linfoma de Hodgkin clássico, os patologistas identificam células tumorais conhecidas como Reed-Sternberg, que ajudam a estabelecer o diagnóstico.

Já os linfomas não Hodgkin compreendem um conjunto maior de tumores, com características microscópicas e comportamentos variados.

Outra distinção envolve a disseminação da doença. O linfoma de Hodgkin costuma avançar entre grupos de linfonodos próximos, enquanto os tipos não Hodgkin podem apresentar padrões menos previsíveis e atingir órgãos fora do sistema linfático.

As duas doenças podem provocar aumento dos gânglios, febre, perda de peso, suor noturno e fadiga, o que torna necessária a análise de tecidos para diferenciá-las.

Essa identificação também interfere no tratamento. Os médicos adotam protocolos específicos para cada grupo, levando em consideração a classificação e a extensão do câncer.

O que caracteriza o linfoma de Hodgkin?

O linfoma de Hodgkin também tem origem em células do sistema linfático e provoca a formação de tumores, principalmente nos linfonodos.

A doença pode surgir em qualquer faixa etária, mas apresenta maior frequência em adultos jovens, especialmente entre 20 e 35 anos, e em pessoas com mais de 60 anos.

Entre suas manifestações estão caroços no pescoço, nas axilas ou na virilha, geralmente indolores. Febre persistente, sudorese noturna, emagrecimento e cansaço também podem acompanhar o quadro.

A biópsia permite confirmar o diagnóstico e identificar as características do tumor.

O tratamento costuma envolver quimioterapia, com possibilidade de associação à radioterapia e a outros medicamentos, conforme o estágio e o subtipo da doença.

Netinho enfrentou recaída após período de remissão

O histórico clínico de Netinho incluiu uma resposta inicial ao tratamento, seguida pelo reaparecimento do câncer.

O artista começou a combater o linfoma em março de 2025 e utilizou as redes sociais para compartilhar informações sobre sua recuperação. Durante aquele ano, a doença entrou em remissão, período em que os exames não identificavam sinais detectáveis da atividade do câncer.

Em maio de 2026, Netinho comunicou que o linfoma havia retornado e relatou um comportamento mais agressivo da doença. No mês seguinte, informou que recebera alta do tratamento.

A remissão não significa necessariamente a eliminação definitiva do risco de retorno do câncer. Dependendo do subtipo, células tumorais podem permanecer no organismo e provocar uma recaída, mesmo depois de um período sem manifestações detectáveis.

A evolução do quadro levou Netinho a uma nova internação no Hospital Aliança Star, em Salvador. O cantor morreu nesta terça-feira (13), após complicações associadas ao linfoma não Hodgkin do tipo B, que resultaram em falência renal e disfunção múltipla de órgãos.

Continue Reading

Previous: Câncer de pulmão do Papa Leão XIV: entenda a doença e os tratamentos
Next: Padilha defende mudança no modelo de emendas parlamentares para a saúde e alerta para desequilíbrio orçamentário
  • Recém-chegado
  • Popular
  • Combater as bets é possível
    • Opinião

    Combater as bets é possível

  • Ainda estamos aqui. E não vamos esquecer
    • Opinião

    Ainda estamos aqui. E não vamos esquecer

  • Feminismo não, feminicídio, pode ser!
    • Opinião

    Feminismo não, feminicídio, pode ser!

  • Hoje o Senado vai ter que decidir de que lado está
    • Opinião

    Hoje o Senado vai ter que decidir de que lado está

  • Meninos, eu vi
    • Opinião

    Meninos, eu vi

  • Podemos apoiará Flávio Bolsonaro no segundo turno
    • Política

    Podemos apoiará Flávio Bolsonaro no segundo turno

  • “Eu nunca vou votar em nenhum Bolsonaro”, diz MC Hariel
    • Cultura

    “Eu nunca vou votar em nenhum Bolsonaro”, diz MC Hariel

  • Quem era o juiz encontrado morto em carro incendiado no interior de SP
    • Geral

    Quem era o juiz encontrado morto em carro incendiado no interior de SP

  • Narendra Modi recebe elogios internacionais por 25 anos de liderança da Índia
    • Mundo

    Narendra Modi recebe elogios internacionais por 25 anos de liderança da Índia

  • Padilha reafirma: Farmácia Popular “corre sérios riscos” com Flávio Bolsonaro
    • Saúde

    Padilha reafirma: Farmácia Popular “corre sérios riscos” com Flávio Bolsonaro

Você pode ter perdido

Combater as bets é possível 4 min read
  • Opinião

Combater as bets é possível

14.10.2026
Ainda estamos aqui. E não vamos esquecer 6 min read
  • Opinião

Ainda estamos aqui. E não vamos esquecer

14.10.2026
Feminismo não, feminicídio, pode ser! 6 min read
  • Opinião

Feminismo não, feminicídio, pode ser!

14.10.2026
Hoje o Senado vai ter que decidir de que lado está 1 min read
  • Opinião

Hoje o Senado vai ter que decidir de que lado está

14.10.2026

Disklayer

Todo o conteúdo deste site, incluindo textos, fotografias e gráficos, é protegido por direitos autorais. Nenhuma parte deste site pode ser reproduzida sem a permissão por escrito do detentor dos direitos autorais.

Categorias

Cultura Direitos Humanos Geral Mundo Opinião Política Saúde
Copyright © Todos os direitos reservados.