Ministro israelense é acusado de crime de guerra ao ameaçar executar preso palestino algemado
247 – O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, divulgou um vídeo em que ameaça matar Hassan Salameh, integrante do Hamas preso desde 1996. Salameh aparece algemado dentro da cela, cercado por agentes de segurança. A cena provocou denúncias de organizações palestinas e reacendeu o debate sobre o tratamento dado aos detidos nas prisões israelenses, segundo reportagem da teleSUR.
Na gravação, Ben-Gvir diz a Salameh: “Quero matar você. Quero que você seja executado”. O ministro publicou as imagens no domingo (27) e afirmou que a visita à prisão havia ocorrido cerca de duas semanas antes.
O Hamas condenou a ameaça e afirmou que ela sinaliza novos crimes contra palestinos sob custódia de Israel. O grupo declarou que continuará buscando a libertação de seus integrantes presos. Já o órgão palestino responsável pelos assuntos de detidos atribuiu às autoridades israelenses a responsabilidade pela segurança de Salameh.
O Escritório de Informação dos Prisioneiros Palestinos classificou a visita como “uma manobra política e eleitoral barata” e criticou a intimidação de um preso algemado. A manifestação ocorre às vésperas das eleições legislativas israelenses, marcadas para 27 de outubro. A entidade também pediu medidas para proteger a vida de Salameh.
A discussão sobre a pena de morte já avançou em Israel. Em março, o Parlamento aprovou, por 62 votos a 48, uma lei que prevê a execução em determinadas condenações por “terrorismo”. A legislação recebeu apoio de Ben-Gvir e de seu partido. Como penas mais severas não podem ser aplicadas retroativamente, a norma não alcança os crimes pelos quais Salameh foi condenado.
A ameaça se soma às denúncias palestinas sobre alimentação insuficiente, agressões e falta de atendimento médico nas prisões. Em setembro de 2025, a Suprema Corte israelense determinou que o serviço penitenciário adotasse medidas para assegurar comida em quantidade compatível com as exigências legais. O órgão afirma fornecer alimentação conforme a lei e as decisões judiciais.



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