Planalto minimiza eventual recusa de Trump e Milei em reconhecer vitória de Lula
247 – Uma eventual recusa do governo de Donald Trump em reconhecer a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é tratada como um fator secundário no governo brasileiro. Um possível não reconhecimento por parte de Washington “é o de menos”, uma vez que o Brasil confia plenamente na solidez e na resiliência de suas próprias instituições democráticas, avaliou uma fonte palaciana.
A mesma lógica é aplicada à Argentina. O silêncio ou a recusa do país vizinho já era um cenário esperado pelo Planalto, tendo em vista o histórico de ataques desferidos pelo presidente Javier Milei contra Lula e contra o processo eleitoral brasileiro.
Em contraste com a postura de Washington e Buenos Aires, os líderes latino-americanos — à exceção de Milei — foram rápidos em felicitar o presidente Lula. As mensagens de apoio vieram de todo o espectro político da região, abrangendo governos do Equador a Cuba. Para o Planalto, a agilidade nessas felicitações ocorreu exatamente como o esperado e serve como um forte reconhecimento do peso regional do Brasil e da influência do presidente Lula na região.
O cenário nas relações com os Estados Unidos tornou-se ainda mais complexo nos últimos meses. Ainda que falte uma comprovação definitiva de que a interferência de Washington no pleito tenha se dado por meio de uma aliança entre a gestão Trump e a Meta (acusada de manipular algoritmos em desfavor de Lula), o Palácio do Planalto avalia que as investidas ultrapassam as redes sociais. Nesse sentido, medidas como a recente imposição de barreiras tarifárias — o “tarifaço” — não são evento isolado, mas devem ser compreendidas no contexto de uma ingerência mais ampla de Trump contra o Brasil.



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Muito obrigado, Lula. Muito obrigado ao povo brasileiro!