Aprovação de Lula fica estável em 48%, mostra Datafolha
247 – A aprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) permaneceu em 48%, enquanto a desaprovação atingiu 49%, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (8). Os índices repetem os resultados do levantamento anterior, realizado uma semana antes, e configuram empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais.
A pesquisa também mostra que 35% dos brasileiros classificam a administração federal como ótima ou boa, percentual que não sofreu alteração em relação à rodada anterior.
A primeira pesquisa Datafolha do segundo turno das eleições presidenciais de 2026 foi encomendada pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo. O instituto ouviu 2.520 pessoas com 16 anos ou mais em todo o território nacional, entre os dias 6 e 7 de outubro. O levantamento apresenta nível de confiança de 95% e margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Aprovação e desaprovação permanecem estáveis
Os resultados mostram que a avaliação do desempenho de Lula não apresentou mudanças relevantes entre as duas pesquisas mais recentes.
O percentual dos brasileiros que aprovam o trabalho do presidente permaneceu em 48%, mesmo índice registrado em 1º de outubro. A desaprovação também ficou inalterada, em 49%.
Já a parcela dos entrevistados que não souberam responder passou de 3% para 2%.
Os percentuais seguem os dados divulgados pelo Datafolha e podem não somar exatamente 100% devido ao arredondamento
A diferença de um ponto percentual entre os índices de aprovação e desaprovação está dentro da margem de erro. Dessa forma, o levantamento identifica equilíbrio estatístico entre os entrevistados que aprovam e aqueles que desaprovam o desempenho do presidente.
A estabilidade ocorre durante a campanha do segundo turno, quando Lula disputa a reeleição contra o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Avaliação do governo
O Datafolha também investigou como os eleitores classificam a administração federal, utilizando as categorias ótimo, bom, regular, ruim e péssimo.
Nesse indicador, 35% dos entrevistados consideram o governo Lula ótimo ou bom, repetindo o percentual da pesquisa anterior.
A avaliação ruim ou péssima passou de 41% para 40%, uma oscilação de um ponto percentual para baixo.
O grupo que classifica a administração como regular aumentou de 23% para 24%. Outros 1% não souberam responder, mesmo percentual registrado na rodada anterior.
A diferença entre as avaliações positiva e negativa diminuiu de seis para cinco pontos percentuais. Como a margem de erro é de dois pontos para cada resultado, as oscilações registradas não permitem afirmar que houve mudança efetiva na percepção dos eleitores.
A pesquisa mostra que quase um quarto dos entrevistados, 24%, atribui uma avaliação regular à gestão federal, sem classificá-la nas categorias positiva ou negativa.
Pesquisa registra estabilidade durante a disputa presidencial
A comparação entre os levantamentos de 1º e 8 de outubro indica que a aprovação do presidente manteve o mesmo patamar durante a transição entre o primeiro e o segundo turnos das eleições.
Os índices de 48% de aprovação e 49% de desaprovação permaneceram inalterados, apesar da mudança de cenário eleitoral após a votação de 4 de outubro.
O Datafolha utiliza perguntas diferentes para medir a aprovação do trabalho presidencial e a avaliação geral da administração.
Na primeira, os entrevistados respondem se aprovam ou desaprovam o desempenho do presidente. Na segunda, classificam o governo em uma escala que vai de ótimo a péssimo.
Essa diferença metodológica explica por que o percentual de aprovação de Lula alcança 48%, enquanto 35% atribuem uma avaliação ótima ou boa à administração federal.
Os dois indicadores, portanto, oferecem informações complementares sobre a percepção dos brasileiros em relação ao governo.
Dados da pesquisa
O Datafolha realizou as entrevistas em âmbito nacional, com participantes de 16 anos ou mais, faixa etária que inclui os brasileiros aptos a votar nas eleições presidenciais.
A margem de erro de dois pontos percentuais significa que os resultados estão sujeitos à variação estatística prevista para a amostra. O nível de confiança de 95% indica o grau de confiabilidade associado ao procedimento de amostragem.
O material fornecido informa o número BR-0949/2026 como registro da pesquisa na Justiça Eleitoral.
Os números correspondem à percepção dos entrevistados no período da coleta e não representam necessariamente a avaliação de todos os segmentos da população com a mesma intensidade.
A pesquisa ocorre a menos de três semanas do segundo turno, marcado para 25 de outubro, quando Lula e Flávio Bolsonaro disputarão a Presidência da República.
Na comparação semanal, os dados mostram estabilidade nos principais indicadores do governo federal. A aprovação permanece em 48%, a avaliação ótima ou boa segue em 35% e a parcela dos entrevistados que classificam a administração como ruim ou péssima registra 40%, um ponto percentual abaixo do levantamento anterior.


Como as democracias sobrevivem
Mendonça não soube que Vorcaro acusou Lula?
Lula, o fim da escala 6×1 não pode esperar por 2027: a decisão que deve ser tomada antes do segundo turno
A terceira força e a persistência das ideologias: Esquerda, Direita e Bolsonarismo na crise da representação política