Eleger Lula é questão de salvação nacional, por um Brasil democrático e popular
Por José Reinaldo Carvalho – Mais de 158 milhões de eleitores vão às urnas neste domingo, 4 de outubro, para definir os rumos históricos da pátria. Em um pleito decisivo, o povo brasileiro escolherá o presidente da República entre o candidato das forças democráticas, populares, da justiça social e da soberania nacional, Luiz Inácio Lula da Silva, e o fantoche que sintetiza as forças do atraso, da submissão colonial ao imperialismo, da herança ditatorial e do fascismo, Flávio Bolsonaro. Estão em disputa também os governos estaduais, as Assembleias Legislativas, o Senado Federal e a Câmara dos Deputados — arenas fundamentais onde se travará a batalha direta pela correlação de forças no país.
Esta eleição é um divisor de águas da independência nacional, da democracia e do progresso social em oposição ao abismo reacionário. A vitória de Lula acena com a esperança de dias melhores para as massas trabalhadoras historicamente exploradas e oprimidas. Maior líder popular da história deste país, Lula já demonstrou capacidade política e autoridade moral inequívocas para conduzir a construção de um Brasil soberano, independente, desenvolvido e socialmente justo.
A defesa intransigente da soberania nacional
O que está verdadeiramente em jogo é a própria existência do Brasil como nação soberana. Por isso, reeleger Lula é uma questão de salvação nacional. No tenso, turbulento, instável e perigoso cenário geopolítico contemporâneo, a Casa Branca sob Donald Trump reeditou brutais mecanismos de dominação regional, editando uma doutrina de segurança nacional de cariz ultraimperialista e erguendo o “Escudo das Américas” para submeter o continente, instrumentalizando a extrema-direita e impondo ações de ingerência explícita — desde tarifaços predatórios até ameaças de sanções sob pretextos de lawfare e censura, perpetrando chantagens e financiando ações desestabilizadoras.
Por trás deste cerco, situa-se a voracidade do capital estrangeiro sobre o patrimônio estratégico nacional: a cobiça indisfarçável pelas nossas reservas minerais críticas, pelas terras raras, o petróleo e a Amazônia.
Além disso, está em jogo se o Brasil continuará cultivando e desenvolvendo parcerias internacionais virtuosas, ou se vai submeter-se aos ditames degradantes de Washington pelo rompimento com a China e o BRICS. Flávio Bolsonaro e sua camarilha já deram amplas provas de que atuariam como meros gerentes desse saque neocolonial e uma força com poder estatal complacente e submissa ao imperialismo mais opressor e espoliador de toda a história mundial.
Em contraposição, o presidente Lula tem todas as credenciais para lutar firmemente contra a dominação imperialista. No exercício de três mandatos, reafirmou a autonomia estratégica do país ao consolidar a expansão do BRICS, recusar-se a vergar o Brasil diante das chantagens comerciais e políticas dos Estados Unidos e proteger o patrimônio natural e mineral sob gestão do Estado nacional. Como ele próprio sintetizou ao erguer a voz contra os ditames estrangeiros: “O Brasil não será novamente colônia de ninguém. Esse país tem dono e o dono deste país chama-se povo brasileiro”. O balanço deste terceiro mandato em defesa da soberania é categórico: o Brasil retomou sua política externa altiva e ativa, recuperou sua voz nos fóruns multilaterais e barrou o desmonte privatista de ativos estatais estratégicos.
A salvaguarda da democracia e o combate ao fascismo
Está em jogo a própria sobrevivência do regime democrático e da liberdade política. O histórico de golpismo, incitação ao terrorismo de Estado e aparelhamento criminoso das instituições pela família Bolsonaro e seus cúmplices escancara o perigo iminente. Trata-se de uma facção política radicalizada, umbilicalmente ligada ao milicianismo, ao banditismo urbano e rural, ao crime organizado, à violência política e a gravíssimos esquemas de corrupção, empenhada em esfacelar as garantias constitucionais para impor um regime autoritário de opressão violenta ao povo.
Diante do golpismo e do caráter fascista do bolsonarismo, o presidente Lula atuou como o grande garantidor da democracia e dos direitos do povo. O governo respondeu com firmeza ao atentado de 8 de janeiro, desmontou a engenharia das minutas golpistas, puniu os financiadores da sedição e reestruturou as forças de segurança sob a égide constitucional. O balanço do atual mandato evidencia a recomposição das instituições republicanas, a garantia dos direitos de organização popular e o isolamento político do neofascismo.
O progresso social e os direitos do povo
Está em disputa a dignidade da maioria esmagadora da população. O projeto bolsonarista carrega a marca do arrocho salarial, da destruição dos serviços públicos, do desemprego estrutural e da miséria como instrumento de dominação. O bolsonarismo significa degradação das condições de vida e trabalho do povo brasileiro. Ao contrário da barbárie reacionária, a candidatura de Lula representa o compromisso com a distribuição de renda, o fortalecimento do Estado social e o desenvolvimento voltado às necessidades do povo.
Por meio da atuação na área social e econômica, o governo de Lula retirou novamente o Brasil do Mapa da Fome, ampliou o Bolsa Família com foco na infância, aplicou rigorosamente a política de valorização permanente do salário mínimo acima da inflação e criou melhores condições para a geração de empregos formais. O balanço do mandato no setor social é incontestável: redução expressiva da extrema pobreza, menor taxa de desemprego dos últimos anos, recuperação do poder de compra das famílias e retomada dos investimentos estruturantes em saúde e educação pública.
Na economia deram-se passos, a acelerar no próximo mandato, no plano de reindustrialização e no desenvolvimento da ciência e tecnologia.
Os desafios do quarto mandato
A vitória eleitoral é condição indispensável para o enfrentamento de desafios históricos de imensa envergadura. Será imperioso romper corajosamente com os paradigmas neoliberais da política econômica, exercida sob intensa pressão do capital financeiro. É preciso livrar a produção, o trabalho e o orçamento público do garrote sufocante do capital financeiro e do rentismo parasitário.
No plano internacional, o novo mandato terá de fortalecer as alianças com forças anti-hegemônicas para defender a autodeterminação nacional, impulsionar a construção de uma nova ordem política e econômica multipolar e retomar a integração da América Latina, consolidando parcerias estratégicas com as forças do Sul Global para erguer uma nova governança mundial, prestando solidariedade ativa aos povos agredidos pela sanha imperialista e alinhando o país às forças anti-imperialistas globais.
Encontram-se em choque frontal dois projetos antagônicos de nação e de futuro. Vencer os desafios que esta disjuntiva encerra é abrir caminho e acumular forças para realizar transformações estruturais e descortinar uma perspectiva emancipatória à nação e ao povo.
Para dar esse grandioso passo histórico, é indispensável, além da reeleição de Lula, fortalecer os poderes estaduais democráticos com governadores e legisladores que respaldam o projeto nacional e sobretudo construir uma poderosa bancada progressista no Congresso Nacional.
Por um rumo estratégico
Estrategicamente, é imperioso potencializar a unidade democrática, popular e patriótica, assegurar o protagonismo dos trabalhadores e das massas populares, sua organização e mobilização e avançar na formulação de um programa transformador, em que se entrelacem as vertentes democrática, social e patriótica da luta de libertação nacional e social do povo brasileiro.


Eu voto em político democrata para fazer política
A parte do futuro que passa por nós
O último erro dos brasileiros vivos
Minha mãe ainda vai comigo às urnas