Rússia descarta negociar com Europa Ocidental sobre a Ucrânia neste momento, afirma vice-chanceler
247 – O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Mikhail Galuzin, afirmou que Moscou não pretende abrir negociações com os países da Europa Ocidental sobre a Ucrânia neste momento. Em entrevista ao jornal Izvestia, repercutida pela agência TASS nesta quinta-feira (15), o diplomata argumentou que o fornecimento de armas e dinheiro a Kiev e a pressão por sanções demonstram falta de disposição desses governos para buscar uma saída política para o conflito.
“Na verdade, não pretendemos iniciar quaisquer negociações com os europeus ocidentais”, declarou Galuzin. Segundo ele, as posições adotadas por esses países impedem, nas condições atuais, uma discussão diplomática que o governo russo considere produtiva.
O vice-ministro acusou os governos da Europa Ocidental de financiar e armar a Ucrânia com o objetivo de impor uma derrota à Rússia. Também atribuiu ao apoio europeu a realização de ataques contra a população russa, classificados por ele como terroristas.
“Eles estão inundando o regime de Kiev com armas e dinheiro de forma irresponsável para realizar ataques terroristas contra a população russa, resistir às nossas forças armadas e infligir uma derrota estratégica à Rússia”, afirmou.
Na avaliação de Galuzin, essa atuação revela uma postura de confronto e afasta os países europeus de uma negociação sobre as origens do conflito. “Ao fazer isso, demonstraram sua hostilidade e falta de vontade de negociar. Não estão inclinados a buscar uma solução política e diplomática para a crise ucraniana, abordando suas causas profundas e bem conhecidas.”
O diplomata também rejeitou a existência de propostas europeias capazes de sustentar uma interlocução com Moscou. “Não oferecem ideias construtivas; em essência, não há nada a discutir com eles no momento”, disse.
Ao mencionar especificamente Reino Unido, Alemanha e França, Galuzin afirmou que os três países tentam conduzir o diálogo com a Rússia por meio de ultimatos e pacotes de sanções que considera sem sentido. Segundo o vice-ministro, esses governos “não entendem nem percebem que essa pressão sobre a Rússia é inútil”.



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