Liberman, ex-ministro da Defesa de Israel, pede investigação contra Netanyahu por traição; primeiro-ministro sionista quer a guerra para evitar derrota eleitoral
247 – O ex-ministro da Defesa de Israel Avigdor Liberman afirmou ter solicitado à assessora jurídica do governo a abertura de uma investigação criminal contra o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu por traição.
Em publicação na rede social X, Liberman acusou o premiê de pressionar autoridades de segurança a adotar medidas que poderiam provocar uma guerra com o Irã em um contexto de disputa eleitoral.
Segundo o relato publicado por Liberman, a pressão sobre os chefes do aparato de segurança teria ocorrido ao longo do último mês. O ex-ministro atribuiu a movimentação ao receio de Netanyahu de perder as eleições. A postagem apresenta acusações do opositor e não demonstra que uma investigação tenha sido instaurada.
“Dirigi-me esta manhã à assessora jurídica do governo exigindo a abertura de uma investigação criminal contra Benjamin Netanyahu pela acusação de traição”, escreveu Liberman.
O ponto central da denúncia é a possibilidade de decisões do governo israelense provocarem uma avaliação equivocada entre os dois países, com consequências militares. Liberman afirmou que a atuação do primeiro-ministro poderia criar condições para uma escalada do confronto com Teerã.
“No último mês, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, tem pressionado os chefes do sistema de segurança para adotar medidas que podem gerar um erro de cálculo perante o Irã”, declarou.
O ex-ministro também acusou Netanyahu de colocar a vida de militares em risco por interesse eleitoral. Ao justificar o pedido de investigação, associou a possibilidade de uma nova guerra à tentativa de evitar uma derrota nas urnas.
“A tentativa de arrastar o Estado de Israel para uma guerra às vésperas das eleições, juntamente com a disposição de sacrificar os soldados das FDI apenas por medo de derrota nas eleições, constitui uma traição ao país, à sua segurança e aos soldados das FDI.”
A sigla FDI se refere às Forças de Defesa de Israel. Na manifestação, Liberman emprega o termo “traição” para caracterizar a conduta que atribui ao primeiro-ministro e fundamentar sua solicitação de apuração criminal.
O texto fornecido não detalha quais medidas teriam sido exigidas por Netanyahu, quais autoridades teriam recebido as pressões ou quais documentos sustentariam a acusação. Também não apresenta resposta do primeiro-ministro nem manifestação da assessora jurídica do governo sobre o pedido.



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