Aliado de Trump afirma que EUA autorizaram asilo político a Flávio Bolsonaro
247 – O advogado mexicano Simón Levy, aliado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (27) que o governo estadunidense autorizou a concessão de asilo político ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A declaração foi divulgada nas redes sociais, em meio às informações sobre a saída do parlamentar do Brasil e sua chegada ao território estadunidense. A eventual concessão de asilo, entretanto, ainda não foi confirmada oficialmente pelas autoridades estadunidenses
Posso confirmar que o governo do Presidente Trump autorizou a concessão de asilo político a [Flávio Bolsonaro] nos Estados Unidos. O regime autoritário do Brasil ficará furioso”, postou Levy, segundo o Metrópoles. Ele não apresentou documentos ou qualquer comprovação oficial de que a administração Trump tenha aprovado o pedido de proteção.
A manifestação ocorre após o próprio Levy ter declarado anteriormente que Flávio Bolsonaro havia deixado o território brasileiro e chegado “em segurança” aos Estados Unidos. O advogado também alegou, em mensagens anteriores, que uma operação coordenada pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, estaria em andamento para garantir a proteção do senador.
Aliado de Trump faz acusações sem provas contra Lula
Além de anunciar a suposta autorização do asilo, Levy dirigiu acusações ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O advogado sustentou que o governo brasileiro estaria adotando uma orientação autoritária e associou essa alegação às iniciativas para responsabilizar judicialmente o ex-mandatário Jair Bolsonaro (PL).
Na mesma publicação, o mexicano afirmou que Lula teria seguido orientações do ex-presidente do México Andrés Manuel López Obrador, a quem atribuiu influência sobre os rumos políticos da administração brasileira.
Levy também acusou o governo petista de intensificar medidas que, em sua avaliação, teriam como objetivo levar Jair Bolsonaro à prisão.
As acusações representam a interpretação política do advogado e não foram acompanhadas de elementos que comprovem a suposta interferência do ex-presidente mexicano nas decisões do governo brasileiro.
Asilo nos EUA após decisão de Moraes
A expectativa de proteção por parte do governo Trump surge depois que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, na segunda-feira (26), o recolhimento dos passaportes brasileiro e italiano de Flávio Bolsonaro.
O senador, que possui cidadania italiana, não cumpriu a determinação judicial de entrega dos documentos. Em consequência, a Polícia Federal (PF) cancelou seu passaporte brasileiro, mas sua identidade italiana permaneceu válida.
A PF também emitiu um alerta para intensificar a vigilância nas fronteiras do país. Segundo a reportagem, porém, a providência pode ter sido adotada quando Flávio já havia conseguido deixar o Brasil.
A decisão de viajar para os Estados Unidos teria sido tomada na própria segunda-feira, um dia depois da derrota do senador no segundo turno da eleição presidencial.
Investigações sobre Banco Master e INSS
A saída de Flávio Bolsonaro ocorre enquanto o parlamentar é investigado em duas ações criminais relacionadas ao caso do Banco Master e a desvios de recursos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
As investigações envolvem suspeitas de lavagem de dinheiro e outros crimes. O senador ainda não foi condenado nesses procedimentos.
Além das apurações em andamento, Flávio está próximo de perder o foro especial no Supremo Tribunal Federal. Seu mandato como senador pelo Rio de Janeiro termina em fevereiro, quando deixará de contar com a prerrogativa decorrente do exercício do cargo, observadas as regras de competência aplicáveis a cada investigação.


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