Estudantes ampliam atos em defesa de Lula e contra a extrema direita em todo o Brasil
247 – Estudantes universitários e secundaristas intensificam a mobilização política em diferentes regiões do Brasil na reta final do segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Com manifestações de rua, assembleias e atividades nos campi, as entidades estudantis articulam ações em defesa da candidatura à reeleição do presidente Lula (PT) e contra o avanço da extrema direita, representada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL).
A programação prevê atos em capitais e cidades do interior, com atividades que devem se estender até o encerramento do processo eleitoral, em 25 de outubro.
O principal chamado para este domingo (11) é a mobilização nacional “Dia 11, a aula é nas ruas”, que reúne organizações estudantis e frentes populares em manifestações contra a extrema direita e em defesa de um projeto de país voltado à educação pública e aos direitos sociais.
A agenda inclui concentrações em locais de grande circulação, como a Avenida Paulista, em São Paulo, e o Parque 13 de Maio, no Recife. Além da disputa presidencial, os atos incorporam reivindicações históricas dos movimentos sociais, entre elas o fim da escala de trabalho 6×1 e a defesa da soberania nacional.
Mobilização estudantil ganha força na reta final da eleição
A organização dos protestos ocorre após assembleias e passeatas realizadas nos primeiros dias depois da votação de domingo (4), que reuniram dezenas de milhares de jovens. A partir dessas iniciativas, a UNE e os diretórios acadêmicos passaram a estruturar uma agenda nacional de manifestações, plenárias e paralisações.
A estratégia é ampliar a participação política da juventude e levar o debate eleitoral para além das universidades, aproximando estudantes de trabalhadores e moradores das periferias. As atividades também buscam mobilizar eleitores indecisos e reduzir a abstenção no segundo turno.
O calendário divulgado, porém, não representa a totalidade das ações previstas. De acordo com as lideranças estudantis ouvidas pelo Brasil de Fato, novas manifestações, panfletagens em estações de transporte público e atividades de diálogo nas periferias poderão ser convocadas ao longo das próximas semanas, conforme as decisões dos diretórios e grêmios secundaristas.
A mobilização de domingo terá como um de seus principais pontos de encontro o vão livre do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp), na Avenida Paulista. A concentração está marcada para as 11h, com caminhada prevista para as 13h. No Recife, o ato organizado por entidades estudantis está programado para as 14h, no Parque 13 de Maio, no bairro de Santo Amaro.
Na Bahia, a jornada estadual de lutas universitárias prevê atividades nos campi da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e em outras instituições de ensino superior. Em Minas Gerais, comitês locais organizam manifestações em universidades públicas, com horários definidos pelas próprias entidades.
Fim da escala 6×1 entra na pauta dos protestos
A agenda estudantil combina o apoio eleitoral a Lula com reivindicações relacionadas às condições de vida e de trabalho da população. O fim da escala 6×1 aparece entre as principais bandeiras, ao lado da defesa da educação pública e da soberania nacional.
A aproximação entre estudantes e trabalhadores também está presente na articulação de atos contra a extrema direita. Em Brasília, a manifestação convocada para terça-feira (13) recebeu o nome de “Bolsonaro Nunca Mais e Fim da 6×1 Já”. A concentração está prevista para as 16h, no Museu Nacional da República, com início do ato às 18h.
Em Natal, estudantes universitários e secundaristas também organizam uma manifestação contra a extrema direita na terça-feira, a partir das 16h, em frente ao shopping Midway Mall. A convocação reúne a UNE, a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), a União Estadual dos Estudantes do Rio Grande do Norte (UEE-RN) e a União Municipal dos Estudantes (Umes).
A presença dessas pautas indica que a mobilização eleitoral também pretende colocar em evidência temas que afetam diretamente a juventude, como as perspectivas de emprego, a jornada de trabalho e o acesso à educação.
Confira a agenda de mobilizações
Domingo (11)
Terça-feira (13)
Quarta-feira (14)
Quinta-feira (15)


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