Abstenção chega a 21,07% em 2026 e supera índice registrado no pleito presidencial de 2022
247 – A abstenção nas eleições de 2026 atingiu 21,07% do eleitorado apto, o equivalente a cerca de 33 milhões de brasileiros que não compareceram às urnas neste domingo (4). O percentual superou os 20,95% registrados em 2022, quando mais de 32 milhões de eleitores deixaram de votar, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O resultado representa o maior percentual de ausência desde a eleição presidencial de 1998. Naquele pleito, 21,5% dos eleitores aptos não compareceram às urnas. Apesar de o índice de 2026 ter permanecido abaixo daquele patamar, ele ultrapassou todos os registrados nas seis eleições presidenciais anteriores.
Em 2018, a abstenção havia alcançado 20,3%. Quatro anos antes, em 2014, o percentual foi de 19,4%. A série também mostra 18,2% em 2010, 16,8% em 2006 e 17,7% em 2002.
Os números indicam uma trajetória predominantemente crescente desde 2006. Naquele ano, quando Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito presidente, 16,8% dos eleitores aptos não foram votar. O percentual subiu nas eleições seguintes até chegar aos 21,07% registrados em 2026.
Dados citados pelo diretor da Quaest, Felipe Nunes, mostram que a abstenção também varia de acordo com escolaridade, idade e gênero. Eleitores com baixa escolaridade apresentam maior índice de ausência do que aqueles com ensino superior.
Entre diferentes faixas etárias adultas, os homens tendem a faltar mais do que as mulheres. Levantamento da Quaest apontou que, entre eleitores de 55 a 59 anos, a abstenção ficou próxima de 11%.
O percentual aumenta significativamente nas faixas etárias mais elevadas. Entre os eleitores de 70 a 74 anos, chegou a aproximadamente 39%. Mulheres com ensino fundamental e mais de 70 anos aparecem entre os grupos com maior tendência de não comparecimento.
Na reta final da campanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, buscou estimular a participação desse grupo. Em um de seus apelos, pediu que os eleitores fossem votar, “nem que fosse pelos seus netos”.


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