Europa prioriza rearmamento e rejeita diálogo sobre segurança, afirma porta-voz da chancelaria russa
247 – O Ministério das Relações Exteriores da Rússia acusou os governos europeus de privilegiar o rearmamento e a preparação para um confronto militar, sem demonstrar disposição para negociar a segurança do continente.
Segundo a teleSUR, a porta-voz Maria Zakharova citou o fornecimento de armas à Ucrânia e a estratégia da União Europeia para o Ártico como exemplos dessa orientação.
Em entrevista coletiva na quarta-feira (28), Zakharova afirmou que as exigências das instituições europeias a Moscou estão dissociadas da realidade política atual. Na avaliação apresentada pela diplomata, a maioria dos dirigentes do bloco mantém uma política de confronto com a Rússia, sem mudanças que indiquem abertura para soluções diplomáticas duradouras.
“No que diz respeito à segurança europeia, nossos vizinhos ocidentais continuam a perceber sua essência — ou assim acreditam — como o fornecimento contínuo de armas ao regime de Kiev e a preparação aberta para um confronto direto com nosso país nos próximos anos”, declarou.
A manifestação reúne críticas russas a duas frentes da política europeia: o apoio militar ao governo ucraniano e a atuação do bloco no Ártico. Zakharova apresentou ambas como sinais de continuidade de uma estratégia de contenção de Moscou.
Estratégia para o Ártico é alvo de críticas
A porta-voz mencionou a nova estratégia para o Ártico apresentada pela União Europeia em 20 de outubro. Segundo sua interpretação, o documento evidencia a intenção de Bruxelas de ampliar sua presença militar na região.
Zakharova também afirmou que a revisão estratégica não representa uma mudança de abordagem. Para Moscou, o bloco continua a tratar as altas latitudes principalmente a partir da disputa com a Rússia.
“De fato, isso consolida a abordagem politizada da UE em relação às altas latitudes, uma região que Bruxelas agora vê principalmente sob a perspectiva de escalada e, como já foi dito, de contenção da Rússia”, afirmou.
As declarações expressam a avaliação do governo russo sobre a política europeia. O relato da teleSUR não apresenta uma resposta das instituições da União Europeia às críticas da porta-voz.
Moscou acusa Kiev de dificultar contatos diplomáticos
Ao abordar a guerra na Ucrânia, Zakharova acusou o governo de Volodymyr Zelensky de tentar impedir os contatos diplomáticos entre Moscou e Washington. Segundo ela, essas interlocuções buscam retomar negociações para uma solução do conflito, que se prolonga há mais de quatro anos.
A diplomata também atribuiu ao presidente ucraniano a intenção de manter as hostilidades. A reportagem não detalha quais ações de Kiev teriam dificultado os contatos nem informa o estágio das conversas entre russos e estadunidenses.
Lavrov chefiará delegação russa no G20
Na mesma coletiva, Zakharova confirmou que o ministro das Relações Exteriores, Sergey Lavrov, liderará a delegação russa na reunião de chanceleres do G20, marcada para os dias 30 e 31 de outubro, em Atlanta, no estado da Geórgia, nos Estados Unidos.
De acordo com a porta-voz, os preparativos para a viagem foram concluídos antes do prazo previsto, apesar de dificuldades logísticas iniciais.


STF avalia ignorar Flávio Bolsonaro e fortalecer aliança com Alcolumbre
Ministros do STF defendem que Moraes paute redução de pena para Bolsonaro
Lula deve manter articulação política com o PT e resistir à pressão do Centrão
Nove projetos LGBTQIAPN+ passam na comissão da Câmara, mas ainda não são lei