Protesto contra o custo de vida reúne mais de 110 mil pessoas em Paris
247 – Mais de 110 mil pessoas participaram de uma manifestação em Paris neste sábado (24) contra o aumento do custo de vida, os cortes nos gastos sociais e a alta dos combustíveis. Segundo a agência Prensa Latina, sindicatos, estudantes e outros setores da sociedade integraram a mobilização, que também reivindicou melhorias na educação. Outras cidades francesas registraram protestos.
De acordo com a agência, a Prefeitura de Polícia de Paris reconheceu o número de participantes. O ministro do Interior da França, Laurent Nuñez, afirmou que a situação permaneceu calma durante a marcha na capital.
As reivindicações reuniram demandas relacionadas ao orçamento público e às despesas cotidianas da população. Os manifestantes contestaram a redução dos recursos destinados às políticas sociais e cobraram medidas para a educação, além de protestarem contra o encarecimento dos combustíveis.
A jornada ocorreu sob um amplo esquema de segurança. Na véspera, Nuñez havia anunciado a mobilização de cerca de 70 mil agentes para acompanhar as manifestações no país. A operação previa a participação de policiais de choque, unidades antiterroristas e brigadas especializadas no combate ao crime organizado, com apoio de veículos blindados e helicópteros.
Em Paris, a definição do trajeto também provocou uma disputa entre as autoridades e as organizações sindicais. Os sindicatos questionaram o percurso determinado pela Prefeitura de Polícia e recorreram à Justiça administrativa, mas o pedido foi rejeitado.
Embora a marcha tenha transcorrido de forma pacífica, o cenário mudou em alguns pontos depois do encerramento das mobilizações. Segundo a Reuters, houve confrontos em Paris e Marselha ao cair da noite, após manifestações majoritariamente tranquilas pelo país. A agência informou que os protestos reuniram centenas de milhares de pessoas em diferentes cidades francesas.
Em Lyon, conforme o relato da Prensa Latina, as forças de segurança utilizaram gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes em áreas onde os atos estavam proibidos. Em Marselha, a polícia de choque também empregou gás lacrimogêneo, segundo informações da emissora BFMTV reproduzidas pela agência.
A mobilização teve ainda um componente de oposição à extrema direita. Em Orléans, a secretária-geral da Confederação Geral do Trabalho (CGT), Sophie Binet, defendeu a realização de uma manifestação contra um congresso partidário desse campo político.
“É um partido racista, antissemita e sexista”, declarou Binet, de acordo com a Prensa Latina. A dirigente sindical também afirmou que a extrema direita representa o maior inimigo dos trabalhadores.



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