“A nossa democracia está em risco”, alerta Débora Bloch ao declarar voto em Lula (vídeo)
247 – A atriz Débora Bloch publicou um vídeo dirigido aos eleitores que ainda estão indecisos sobre em quem votar, no qual levanta questionamentos sobre propostas atribuídas ao senador Flávio Bolsonaro (PL) e manifesta preocupação com o futuro da democracia brasileira. Ao final, ela declara apoio ao presidente Lula (PT) e afirma que decidiu seu voto depois de pesquisar o histórico dos candidatos.
“Essa eleição é muito importante. A nossa democracia está em risco e algumas perguntas estão sem resposta”, afirma a atriz no início do pronunciamento.
Débora aponta três argunmentos para a sua decisão: possíveis mudanças constitucionais relacionadas ao mandato presidencial, a proposta de retirar a identificação das munições e as acusações que, segundo ela, precisam ser esclarecidas por Flávio Bolsonaro. As questões são apresentadas como pontos que os eleitores deveriam investigar antes de decidir o voto.
Atriz questiona mudanças na Constituição e concentração de poder
Um dos principais pontos levantados por Débora Bloch diz respeito à possibilidade de mudanças na Constituição para ampliar o mandato presidencial. A atriz questiona quais seriam as intenções de Flávio Bolsonaro e quais consequências uma alteração desse tipo poderia ter para o calendário eleitoral e para o funcionamento das instituições.
“Por que o candidato Flávio quer mexer na Constituição e aumentar o seu mandato? Por quanto tempo ele pretende ficar no poder e a quem isso interessa?”, pergunta.
A atriz Débora Bloch fez um vídeo direcionado aos eleitores indecisos. pic.twitter.com/hNI15aDUXT— eplay (@forumeplay) October 23, 2026
Na sequência, ela levanta a hipótese de que mudanças dessa natureza poderiam colocar em risco a realização de eleições futuras. “Será que a gente corre o risco de não ter eleição daqui a 4 anos. Ele tem maioria no Senado e se ele for eleito, ele poderá fazer isso”, afirma.
A atriz também faz um alerta contra a concentração de poder político. “Nós não podemos dar todo o poder a lado só”, declara.
As afirmações expressam as preocupações de Débora com possíveis mudanças institucionais. A transcrição do vídeo, porém, não apresenta detalhes de uma proposta legislativa específica nem informações que permitam confirmar os termos e o alcance das alterações mencionadas.
Identificação de munições e investigações policiais
Outro questionamento feito pela atriz envolve a identificação das munições utilizadas por armas de fogo. Débora pergunta por que Flávio Bolsonaro pretenderia retirar esse mecanismo e argumenta que ele pode contribuir para investigações criminais.
“E por que ele pretende tirar a identificação das munições das armas, se essa identificação é o que permite à polícia chegar ao assassino”, questiona.
Em seguida, ela amplia a crítica: “A quem interessa dificultar a investigação da polícia”.
O tema envolve a rastreabilidade de munições e sua possível contribuição para a apuração de crimes. No vídeo, a atriz utiliza essa questão para cobrar explicações sobre as consequências que uma eventual mudança poderia ter para o trabalho policial.
Débora cita acusações contra Flávio Bolsonaro
A atriz também questiona a promessa de combate à corrupção atribuída ao senador e menciona acusações e suspeitas que, em sua avaliação, precisam ser consideradas pelos eleitores.
“Ele diz que vai acabar com a corrupção. Como é que alguém com tantas acusações de lavagem de dinheiro, rachadinha, ligação direta com Vcaro e também com a milícia, pode combater a corrupção”, afirma.
O trecho reúne acusações e referências a supostas ligações que exigem contextualização e verificação individual. A declaração de Débora não equivale, por si só, à comprovação das alegações mencionadas, que devem ser diferenciadas conforme sua natureza e eventual situação judicial.
“Não se trata de escolher entre direita e esquerda”, diz atriz
Ao se dirigir diretamente aos indecisos, Débora propõe que a decisão eleitoral seja orientada pela pesquisa sobre os candidatos, pela defesa das instituições democráticas e pela atenção às condições de vida da população mais vulnerável.
“São apenas 3 perguntas que eu proponho a você fazer antes de as urnas. Pesquise, se informe, pesquise o histórico de cada candidato, porque não se trata de escolher entre direita e esquerda, mas sim quem realmente vai defender a democracia e as instituições e quem realmente vai trabalhar para os menos favorecidos para aqueles que precisam”, declara.
A atriz apresenta a consulta ao histórico dos candidatos como parte fundamental da escolha eleitoral. Sua mensagem procura deslocar o debate da identificação ideológica para questões que considera centrais, como o funcionamento das instituições, a preservação da democracia e as políticas voltadas à população de menor renda.
No encerramento, Débora afirma que aplicou esse critério à própria decisão e revela seu voto.
“Foi o que eu fiz, eu pesquisei. E por isso, nessas eleições, meu voto é 13, é Lula”, conclui.



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