Fãs revendem ingresso enquanto outros preparam material de Lula para levar em show de João Gomes em Minas
247 – O ambiente que antecede a apresentação do cantor piauiense João Gomes no Instituto Inhotim, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, ganhou contornos de debate político. Com show agendado para o próximo domingo (18), o artista tem recebido uma onda de cobranças nas redes sociais para que declare publicamente seu apoio nas eleições presidenciais de 2026.
A repercussão do tema levou internautas e fãs a articularem formas de manifestação durante o evento, conforme noticiado originalmente pelo portal Metrópoles. Diante da postura neutra mantida pelo cantor, apoiadores do presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciaram uma mobilização para que o público compareça ao museu vestindo roupas e acessórios na cor vermelha, além de adesivos do presidente Lula.
A mobilização ocorre após seguranças do show de João em Petrolina barrarem pessoas com adesivos ou materiais de campanha com Lula, ação indicada como censura.
O tom dos comentários nas redes sociais varia entre a insatisfação e a ironia. Enquanto alguns espectadores relatam a decisão de vender seus ingressos — que haviam se esgotado em poucos minutos após o início das vendas —, outros usam o acervo artístico do próprio Inhotim para ironizar a neutralidade do cantor. Usuários lembraram de obras renomadas do museu que usam a cor como elemento central, comentando que o artista “vai exigir que interditem o Desvio para o Vermelho e a galeria True Rouge”.
A pressão sobre a postura de João Gomes também gerou reações no meio artístico e familiar. A esposa do cantor saiu em defesa de sua isenção política, afirmando que “ele não é ruim” por optar pelo silêncio no debate eleitoral. A declaração foi rebatida pelo ator Bemvindo Sequeira, enquanto o sanfoneiro Mestrinho, amigo próximo do pernambucano, criticou a cobrança pública por posicionamentos políticos de artistas.
Internautas também apontaram que João curtiu um vídeo de Nikolas Ferreira e seguiu Jair Bolsonaro, aumentando a cobrança por um posicionamento do cantor.



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