Israel intensifica onda de violência contra palestinos na Cisjordânia ocupada
247 – Forças israelenses prenderam dezenas de palestinos e demoliram casas na Cisjordânia ocupada, em uma escalada também marcada por ataques de colonos contra moradores e pelo cerco a uma família com cinco crianças.
Segundo reportagem da teleSUR, as operações atingiram diferentes cidades do território, enquanto novos episódios de violência foram registrados em Jerusalém Oriental.
A emissora, que cita informações da Al Mayadeen e de agências de notícias, relata que tropas entraram durante a madrugada em Tulkarm, Jenin, Hebron, Belém, Nablus, Tubas e Ramallah. Entre os detidos estavam os ex-prisioneiros Mahmoud Abu Sel e Atta Hazem Al-Rimawi. Em Qabatiya, civis ficaram feridos por disparos.
No sul do território, máquinas pesadas foram utilizadas para destruir residências pertencentes a 80 famílias na aldeia de Dahiya. A reportagem informa que as demolições deixaram dezenas de pessoas desabrigadas, sem apresentar um balanço completo de moradores atingidos.
Cinco crianças entre os moradores de uma casa sitiada
Um dos casos relatados ocorreu em Wadi al-Rahim, nas colinas ao sul de Hebron. A família Shinaran, formada por cinco adultos e cinco crianças, permaneceu por mais de uma semana sem conseguir sair livremente de casa devido ao cerco imposto por colonos israelenses armados.
Segundo a teleSUR, os agressores bloquearam os acessos à residência, lançaram pedras, destruíram a bomba de água e incendiaram veículos. Também tentaram atear fogo à porta do garagem enquanto os moradores estavam dentro da casa.
O bloqueio comprometeu o abastecimento da família. Para alcançar suas reservas de água potável ou receber alimentos, os moradores passaram a depender de uma coordenação humanitária com as forças israelenses, de acordo com o relato.
A emissora afirma que imagens divulgadas por veículos como o jornal israelense Haaretz mostram militares rezando ao lado de colonos e permitindo que eles reproduzissem música em volume elevado diante da residência. Ainda segundo a reportagem, os ataques continuaram apesar de a região ter sido declarada área militar restrita.
O texto também menciona a família Tubasi, em Jalud, onde mais de cem colonos teriam participado de um ataque à residência e incendiado propriedades. Outro episódio de hostilidade atingiu a família Ridi, em Qusra.
Entrada de colonos em Al-Aqsa
Em Jerusalém Oriental, a teleSUR relata a entrada de grupos de colonos no complexo da mesquita de Al-Aqsa, sob proteção de policiais e soldados israelenses. Os participantes realizaram percursos pela esplanada e rituais religiosos judaicos.
A emissora descreve o episódio como uma provocação contra o santuário islâmico e uma violação das regras históricas que regulam o uso religioso do local. A reportagem associa a ocorrência à escalada de violência contra comunidades palestinas na Cisjordânia.
Proteção de civis e de propriedades
As denúncias envolvem condutas abrangidas pela Quarta Convenção de Genebra, que estabelece proteções para civis em territórios ocupados. O artigo 53 proíbe a destruição de propriedades pela potência ocupante, salvo quando ela for absolutamente necessária em razão de operações militares. Essa ressalva integra o texto do tratado disponibilizado pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha.
A teleSUR classifica as demolições e o cerco à família Shinaran como crimes de guerra, relacionando os episódios à punição coletiva e ao deslocamento forçado. Essa caracterização é apresentada pela emissora; a reportagem não informa uma decisão judicial específica sobre os casos descritos.
O texto também vincula os ataques à expansão de assentamentos e de postos de colonos em terras palestinas. Segundo a publicação, a instalação dessas estruturas e a pressão sobre moradores contribuem para expulsar famílias e fragmentar a continuidade territorial das comunidades.
No contexto político, a teleSUR atribui o avanço dessas ações ao respaldo do governo de Benjamin Netanyahu, em meio à disputa eleitoral para o Knesset, o Parlamento israelense. A reportagem sustenta que a violência e a ocupação de novas áreas consolidam o controle de colonos sobre propriedades palestinas.



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