Skip to content

News Brazilia

O site de notícias sobre o Brasil oferece informações abrangentes sobre os acontecimentos atuais na política, economia, cultura e sociedade do país. As atualizações regulares garantem a relevância dos materiais e uma ampla cobertura de temas que refletem a vida no Brasil.

Primary Menu
  • Cultura
  • Direitos Humanos
  • Opinião
  • Política
  • Geral
  • Mundo
  • Saúde
  • Home
  • Geral
  • Fundo Baobá vai investir R$ 3 milhões em dez organizações de mulheres negras na 2ª edição do Programa Marielle Franco
  • Geral

Fundo Baobá vai investir R$ 3 milhões em dez organizações de mulheres negras na 2ª edição do Programa Marielle Franco

08.10.2026 6 min read

247 – O Fundo Baobá continua recebendo inscrições para o edital de apoio coletivo do Programa Marielle Franco. Serão selecionadas dez organizações, grupos, coletivos, redes ou movimentos de mulheres negras (pretas e pardas) cis, trans ou travestis de todo o país. As iniciativas podem ser formalizadas ou não, ou seja, com ou sem CNPJ, e cada uma receberá R$ 300 mil ao longo de 20 meses, com foco no desenvolvimento institucional, totalizando um investimento direto de R$ 3 milhões. As inscrições são gratuitas e vão até 19 de outubro de 2026.  

A nova chamada dá continuidade ao Programa Marielle Franco, criado em 2019 pelo Fundo Baobá para ampliar e consolidar a participação de mulheres negras em espaços de poder e influência. Desde então, o programa combina investimento financeiro, formação e fortalecimento institucional de organizações e lideranças negras. A iniciativa é realizada com o apoio da Fundação Kellogg, Fundação Ford, Open Society Foundations e Instituto Ibirapitanga.

O Edital de Apoio Coletivo foi concebido para fortalecer organizações de mulheres negras, ampliando suas condições de atuação por meio do desenvolvimento institucional e do investimento em suas lideranças. Na primeira edição, o Programa apoiou organizações já enraizadas em seus territórios a fortalecer sua gestão, ampliar parcerias e ocupar novos espaços políticos, comunitários e institucionais.

Quem pode participar e como será a seleção

Podem se inscrever organizações, grupos, coletivos, redes ou movimentos com ou sem CNPJ e com atuação iniciada em 2024 ou antes. A composição deve ter pelo menos 85% de mulheres negras tanto na diretoria quanto entre as integrantes.

O processo seletivo terá quatro etapas: análise dos pré-requisitos; avaliação das informações apresentadas no formulário de inscrição; entrevistas e análise final por um Comitê de Seleção. A seleção considera a proposta apresentada e as condições para sua realização, respeitando as diferentes formas de organização e os contextos territoriais de cada iniciativa.

Redes, movimentos, grupos e coletivos que acumulam conhecimento sobre suas comunidades e desenvolvem soluções a partir de suas próprias experiências nem sempre encontram as mesmas condições de acesso aos recursos da filantropia. O apoio financeiro busca ampliar a autonomia dessas iniciativas e as condições para que desenvolvam  plenamente sua missão de transformação social.

Em caso de empate, terão prioridade organizações com perfis que historicamente encontram mais obstáculos no campo do financiamento, entre elas:

“A segunda edição do edital de apoio coletivo do Programa Marielle Franco reforça o compromisso do Fundo Baobá com o fortalecimento de organizações de mulheres negras em nosso país. A partir dos aprendizados e resultados da primeira edição e da escuta do campo, lançamos uma segunda edição com uma oferta redesenhada, reafirmando nossa visão sobre a importância do desenvolvimento e fortalecimento institucional das organizações. O objetivo do edital é apoiar um processo factível de ampliação das  capacidades das organizações e de suas lideranças, entendido por nós como condição central para a sustentabilidade de sua atuação. Acreditamos que esse processo é essencial para que elas possam, por seus próprios caminhos e objetivos, manter-se atuando em condições estruturadas, de modo a seguirem capazes de enfrentar os desafios de suas lutas e cumprirem suas missões”, afirma Tainá Medeiros, Gerente de Programas do Fundo Baobá.

Primeira edição combinou investimento, formação e desenvolvimento institucional

A primeira edição do Programa Marielle Franco foi lançada em setembro de 2019. Foram selecionadas 15 organizações no edital de Apoio Coletivo. Entre as organizações participantes do edital de Apoio Coletivo, o investimento direto variou de R$ 70 mil a R$ 170 mil. O apoio financeiro foi acompanhado por atividades voltadas ao desenvolvimento político, ao cuidado diante dos efeitos psicossociais do racismo e ao fortalecimento institucional. 

Para as organizações, grupos e coletivos, o programa ofereceu ainda sessões de assessoria técnica para a revisão de planos de ação, indicadores e metas. A avaliação da primeira edição registrou avanços em áreas como gestão, articulação em rede, estabelecimento de parcerias e capacidade de atuação nos territórios. Organizações apoiadas relataram também maior presença em espaços políticos e institucionais e melhores condições para dedicar recursos a aspectos de sua estrutura que anteriormente não conseguiam priorizar.

A experiência extrapolou as participantes diretamente envolvidas: mais de 500 mil pessoas foram impactadas indiretamente e mais de mil atividades de compartilhamento de conhecimentos foram realizadas durante a primeira edição.

Para Diana Mendes, uma das diretoras do Mulheres Negras Decidem, organização que esteve entre as 14 selecionadas na primeira edição do Programa, em 2019, o apoio do Fundo Baobá foi fundamental para que o movimento ganhasse estrutura e autonomia naquele momento de sua trajetória.

“Quando fundamos o Mulheres Negras Decidem, nossa dedicação era voluntária e estávamos muito voltadas à construção e ao fortalecimento do movimento, inicialmente com as articuladoras da região Sudeste, antes de conseguirmos ampliar nossa atuação para todo o país. O apoio do Fundo Baobá nos deu a possibilidade de dedicar integralmente nosso tempo à construção política do movimento. Isso fez toda a diferença para estruturar o Mulheres Negras Decidem e consolidar nossa atuação nacional, que hoje está presente em 19 estados. Foi também o primeiro apoio que possibilitou a criação de uma equipe executiva do movimento, e isso foi fundamental para chegarmos onde estamos hoje”, afirma.

Ela também destaca a importância que o apoio teve em sua própria trajetória e na consolidação de um movimento político voltado à participação de mulheres negras. “Aquele momento foi muito importante e significativo na minha vida, porque consolidava a fundação de um movimento pensado por e para mulheres negras e nos fazia compreender ainda mais o quanto essa iniciativa era necessária e poderia mobilizar mulheres onde quer que elas estivessem. Pensar a existência e a atuação das mulheres negras é crucial para fortalecer as organizações, os coletivos e a articulação entre mulheres negras.” 

Mulheres negras no Brasil: presença demográfica e desigualdades de acesso

As mulheres negras formam uma parcela expressiva da população brasileira. Segundo o Relatório Anual Socioeconômico da Mulher – Raseam 2026, elaborado pelo Ministério das Mulheres com dados da PNAD Contínua, 56,2% das mulheres se declararam pretas ou pardas. Isso corresponde, aproximadamente, a 61 milhões de mulheres ou 28,8% da população brasileira. 

No Norte e Nordeste do Brasil, justamente duas das regiões priorizadas pela nova chamada, a proporção de mulheres pretas ou pardas chegava, respectivamente, a 77,3% e 73,9% da população feminina. 

No mercado de trabalho, os recortes de raça e gênero continuam aparecendo tanto nas condições de inserção quanto no acesso a postos de decisão. Dados do quarto trimestre de 2025 da PNAD Contínua, analisados pelo DIEESE, mostram que 39,9% das mulheres negras ocupadas estavam na informalidade, ante 30,5% das mulheres não negras. Apenas 2,1% das mulheres negras ocupadas estavam em cargos de direção ou gerência. 

Os dados afirmam que o principal desafio da transformação social das mulheres negras ainda inclui participação política, justiça reprodutiva, cuidado, direito à terra, à moradia e à justiça ambiental, educação, saúde, trabalho e cuidado. Segundo o Estudo da Marcha ao Bem Viver a reparação histórica só se concretiza com a transferência real de poder e investimentos. Quando as organizações e redes de mulheres negras acessam recursos financeiros, técnicos e institucionais, os efeitos multiplicadores incluem eficácia na incidência política, soluções integradas para problemas complexos, autonomia e transformação de território, além de protagonismo em redes globais e locais. 

Foto: Arquivo pessoal

Os indicadores também ajudam a dimensionar o contexto em que atuam as organizações às quais a nova edição do Programa Marielle Franco se dirige. Mulheres negras são maioria entre as mulheres brasileiras e estão presentes em diferentes territórios, movimentos e formas de organização social. Ao mesmo tempo, os dados registram desigualdades persistentes no acesso à educação, ao trabalho protegido, à renda e aos espaços de direção. O Apoio Coletivo se insere nesse cenário fortalecendo organizações construídas e lideradas por mulheres negras, reconhecendo seus conhecimentos, suas trajetórias e sua capacidade de formular respostas para os territórios e comunidades onde atuam.

Continue Reading

Previous: AliExpress e Correios firmam acordo para acelerar entregas no Brasil
Next: Quem era o juiz encontrado morto em carro incendiado no interior de SP
  • Recém-chegado
  • Popular
  • Filha da fé: um chamado para novos tempos
    • Opinião

    Filha da fé: um chamado para novos tempos

  • Brasil Bom de Bozo – 3
    • Opinião

    Brasil Bom de Bozo – 3

  • Flávio virou 711 municípios de Lula: a crise no campo e a perda de perspectivas nas cidades
    • Opinião

    Flávio virou 711 municípios de Lula: a crise no campo e a perda de perspectivas nas cidades

  • Feminicídio, pautas de costumes e “esquerda radical”: a nova guerra cultural no Brasil
    • Opinião

    Feminicídio, pautas de costumes e “esquerda radical”: a nova guerra cultural no Brasil

  • MAGA
    • Opinião

    MAGA

  • Filha da fé: um chamado para novos tempos
    • Opinião

    Filha da fé: um chamado para novos tempos

  • Campanha de Lula se reúne para definir estratégia para eventual 2º turno
    • Política

    Campanha de Lula se reúne para definir estratégia para eventual 2º turno

  • Investimento no audiovisual potencializa a economia e gera forte efeito multiplicador no Brasil
    • Cultura

    Investimento no audiovisual potencializa a economia e gera forte efeito multiplicador no Brasil

  • Da Proconsult à cadeira vazia, a Globo pensa que ainda edita o país
    • Geral

    Da Proconsult à cadeira vazia, a Globo pensa que ainda edita o país

  • Índia e Bulgária defendem implementação rápida de acordo de livre comércio com a União Europeia
    • Mundo

    Índia e Bulgária defendem implementação rápida de acordo de livre comércio com a União Europeia

Você pode ter perdido

Filha da fé: um chamado para novos tempos 4 min read
  • Opinião

Filha da fé: um chamado para novos tempos

08.10.2026
Brasil Bom de Bozo – 3 4 min read
  • Opinião

Brasil Bom de Bozo – 3

08.10.2026
Flávio virou 711 municípios de Lula: a crise no campo e a perda de perspectivas nas cidades 8 min read
  • Opinião

Flávio virou 711 municípios de Lula: a crise no campo e a perda de perspectivas nas cidades

08.10.2026
Feminicídio, pautas de costumes e “esquerda radical”: a nova guerra cultural no Brasil 7 min read
  • Opinião

Feminicídio, pautas de costumes e “esquerda radical”: a nova guerra cultural no Brasil

08.10.2026

Disklayer

Todo o conteúdo deste site, incluindo textos, fotografias e gráficos, é protegido por direitos autorais. Nenhuma parte deste site pode ser reproduzida sem a permissão por escrito do detentor dos direitos autorais.

Categorias

Cultura Direitos Humanos Geral Mundo Opinião Política Saúde
Copyright © Todos os direitos reservados.