Onde perdemos, onde vamos buscar – RMC é a chave da virada
Escrevo esse texto depois de uma reunião que lotou o auditório em Curitiba essa semana, com muitos companheiros e companheiras. Fiz questão de gravar um vídeo lá de dentro para mostrar a força que a gente tem quando se organiza.
Eu levei na mão a planilha completa, município por município, voto por voto. Não vim aqui para passar pano e nem para chorar derrota. Vim para mostrar onde nós perdemos e onde nós vamos buscar a virada.
Muita gente acha que perdemos de muito. Não é verdade. Quando você olha para a Região Metropolitana, a conta é clara e a diferença é pequena. Dá para buscar e dá para virar.
Olha os números que são as maiores diferenças:
Em Colombo, nós perdemos 5 mil votos. Em Araucária, 4 mil votos. Em São José dos Pinhais, 3 mil votos. Em Campo Largo, 2.900 votos. Em Piraquara, 2.500 votos. Em Fazenda Rio Grande, 2.100 votos.
Esses são os maiores. Se você somar todos os outros municípios da RMC, a diferença cai ainda mais. Ou seja, companheirada, nós não estamos falando de uma derrota histórica. Estamos falando de uma diferença que se tira com trabalho de base, com conversa no ponto de ônibus, no terminal do Boqueirão, na porta da fábrica em Araucária, na feira de Colombo.
Eu tenho 47 anos de Volvo. Entrei como peão e nunca saí do chão de fábrica. Eu sei o que é acordar 4h30 da manhã para pegar o ônibus lotado em Colombo, sei o que é o aluguel que aumentou em Fazenda Rio Grande, sei o que é o preço da carne que o trabalhador de São José não consegue mais comprar no fim do mês. O povo não está contra nós. O povo está cansado e precisa ser ouvido de novo.
Por que perdemos esses votos? Na minha avaliação são três coisas. Primeiro, faltou presença. A gente deixou de ir nas vilas onde sempre fomos fortes. Segundo, faltou explicar o que fizemos e o que queremos fazer. O adversário foi nas redes sociais, no zap, e contou mentira todo dia. E terceiro, o povo quer solução para a vida dele hoje, não só discurso. Quer saber do emprego, do ônibus, do posto de saúde.
Por isso meu recado é direto: a nossa campanha do ano que vem não começa no ano que vem. Começa agora. Começa voltando para Colombo, para Araucária, para São José, para Piraquara, para Campo Largo, para Fazenda. Cada um de nós tem que trazer mais um. Cada um tem que conversar com 10 vizinhos.
Eu vou passar depois, em outro vídeo, todos os municípios um por um, com os números na tela. Mas já deixo aqui o compromisso: eu vou estar em cada um desses lugares. Como estive há 47 anos.
A RMC já decidiu muita eleição no Paraná. E vai decidir de novo. Vamos buscar esses 5 mil de Colombo, esses 4 mil de Araucária, esses 3 mil de São José. Voto a voto.
Ninguém solta a mão de ninguém.



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