Republicanos deve anunciar apoio a Flávio Bolsonaro no 2º turno
247 – O Republicanos deve formalizar nesta quarta-feira (7) o apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, ampliando a adesão de partidos do centro e da direita ao nome do senador na disputa pelo Palácio do Planalto. A informação é do jornalista Gustavo Uribe, da CNN Brasil.
O presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, reuniu-se na terça-feira (6) com Flávio Bolsonaro e indicou que há maioria dentro da legenda favorável ao apoio ao candidato do PL.
A aproximação foi articulada pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, um dos principais nomes do Republicanos. O governador já havia afirmado que atuaria para viabilizar o endosso formal da legenda a Flávio.
Com a eventual decisão, o Republicanos se somará a PP e União Brasil entre os partidos que caminham para apoiar o candidato do PL na sucessão presidencial.
Durante a conversa com Marcos Pereira, Flávio também reafirmou que não pretende disputar a reeleição caso seja eleito presidente. O compromisso funciona como um aceno direto a Tarcísio de Freitas, considerado um dos nomes mais competitivos da direita para uma futura disputa presidencial.
A sinalização ganha relevância diante da possibilidade de aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabeleça o fim da reeleição para cargos do Executivo. Nesse cenário, Tarcísio poderia se apresentar como sucessor de Flávio em uma eleição presidencial posterior.
Além do Republicanos, Flávio Bolsonaro deve intensificar conversas com PSDB, MDB e PSD em busca de novos apoios para o segundo turno.
No PSD, o presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, afirmou que o partido adotará posição de neutralidade. Apesar disso, Ronaldo Caiado, que disputou a Presidência pelo partido no primeiro turno, anunciou apoio a Flávio Bolsonaro.
Do outro lado da disputa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abandonou a estratégia de tentar manter neutro o bloco de partidos de centro após o resultado do primeiro turno.
A campanha de Lula passou a concentrar esforços em uma reorganização política e eleitoral, com prioridade para a busca de apoio de lideranças regionais no Nordeste e em Minas Gerais, regiões consideradas estratégicas para a disputa presidencial.



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