Arábia Saudita, Turquia e Paquistão planejam reunião militar sobre o Iêmen
247 – A Arábia Saudita, a Turquia e o Paquistão preparam uma reunião urgente de seus chefes militares para discutir formas de apoiar o governo saudita diante dos ataques lançados pelos houthis a partir do Iêmen. O encontro foi anunciado após uma reunião dos ministros das Relações Exteriores dos três países em Nova York, na quinta-feira (24). A data e o local das conversas militares ainda não foram divulgados, segundo a Al Jazeera.
A iniciativa ocorre sob o Acordo de Defesa Conjunta de Meca, que considera um ataque a qualquer um dos três países uma agressão a todos. Conforme a Reuters, os chanceleres condenaram os ataques a áreas civis sauditas, inclusive a Meca, e reafirmaram o direito da Arábia Saudita de se defender. O anúncio não especifica que tipo de assistência poderá ser discutido pelos comandantes militares.
Assinado em 7 de agosto, o pacto ampliou a cooperação de defesa entre os três governos. Ministros e comandantes militares já haviam se reunido em Istambul, em 31 de agosto, para iniciar a estruturação do acordo, incluindo a criação de uma secretaria na Arábia Saudita. A reunião agora planejada ocorre em meio a ataques contra o território saudita e à intensificação dos combates no Iêmen.
Na quinta-feira, as autoridades sauditas afirmaram ter interceptado seis mísseis balísticos lançados em direção a Taif e Yanbu, cidade portuária estratégica para o escoamento de petróleo pelo mar Vermelho. Alertas de emergência também foram emitidos para regiões que incluem Meca e Jeddah. Os houthis, por sua vez, reivindicaram ataques com mísseis e drones contra alvos sauditas, entre eles instalações da petrolífera Aramco em Yanbu. As alegações do grupo sobre os alvos atingidos não foram confirmadas de forma independente.
A escalada ultrapassa a fronteira saudita. No Iêmen, forças alinhadas ao governo reconhecido internacionalmente enfrentam os houthis em várias frentes. Um levantamento da agência AFP citado pela Al Jazeera contabilizou ao menos 150 combatentes mortos nas 24 horas anteriores à sexta-feira (25), dos quais 98 eram integrantes das forças governistas e 52 pertenciam ao grupo houthi. Os confrontos se concentraram, entre outras áreas, perto das montanhas de Kahboub e entre Lahj e Taiz.
Os avanços houthis na costa iemenita do mar Vermelho, incluindo a tomada da cidade portuária de Mocha e de ilhas estratégicas, aumentaram a preocupação com a segurança do estreito de Bab al-Mandeb. A passagem liga o mar Vermelho ao golfo de Áden e é uma rota importante para o comércio internacional. Os ataques na região também têm afetado o tráfego marítimo e as exportações de petróleo sauditas, segundo a Reuters.
A retomada dos combates agrava a crise humanitária iemenita. De acordo com dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados citados pela Al Jazeera, mais de 230 mil pessoas deixaram suas casas desde o início de setembro. Esse contingente se soma a cerca de 5,2 milhões de deslocados internos que já viviam no país.



Quaest: 62% aprovam proibição das bets e do ‘Tigrinho’ no Brasil
Novo pede ao STF que anule vista de Dino, em caso que pode abrir investigação sobre Moraes
Netanyahu pediu aos Emirados que negassem alerta anterior ao 7 de Outubro
Moretti diz que governo não controla preços e busca coibir altas abusivas nos combustíveis