Apesar das sanções, Rússia tem alta salarial e emprego recorde, diz Putin
247 – A Rússia alcançou desemprego próximo da mínima histórica, de 2,3%, e registrou crescimento real de 6,5% nos salários no primeiro semestre de 2026, afirma o presidente Vladimir Putin. Apesar das sanções ocidentais, o governo russo também prevê expansão de aproximadamente 1% da economia neste ano, em um cenário de desaceleração da inflação.
Os indicadores foram apresentados por Putin durante uma reunião no Kremlin na quinta-feira (17), de acordo com a RT Brasil. O presidente afirmou que o desempenho econômico permanece dentro das projeções adotadas pelo governo na elaboração do orçamento federal.
“A dinâmica econômica na Rússia, em geral, corresponde às nossas expectativas”, declarou Putin. Além da melhora do mercado de trabalho e do aumento dos salários, as vendas do comércio varejista avançaram 5,4% nos sete primeiros meses de 2026.
O presidente também destacou a trajetória dos preços no país. A inflação russa ficou em 6,2% em 14 de setembro, abaixo dos 10,3% registrados no primeiro trimestre de 2025.
“A inflação está, em geral, sob controle”, afirmou Putin. Segundo ele, as iniciativas adotadas pelo Banco Central da Rússia e pelo governo “claramente dão resultados”.
A projeção de alta de cerca de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 corresponde ao parâmetro empregado pelo governo na preparação das contas públicas. Embora represente uma desaceleração diante dos anos anteriores, o resultado manteria a economia russa em expansão em meio às restrições impostas por países ocidentais.
Entre 2023 e 2025, o PIB da Rússia acumulou crescimento de 10,3%. No período, Moscou ampliou investimentos em áreas consideradas estratégicas, como inteligência artificial, sistemas autônomos, plataformas digitais e infraestrutura tecnológica nacional.
Durante a reunião, Putin defendeu que o orçamento federal seja direcionado ao cumprimento das obrigações sociais do Estado, à segurança da população e ao fortalecimento da capacidade de defesa do país. Para o presidente, as despesas públicas devem permanecer vinculadas às metas nacionais de desenvolvimento.
A Rússia enfrenta sucessivas rodadas de sanções desde 2022, após o início da operação militar na Ucrânia. As medidas atingiram bancos, empresas, comércio exterior, setor energético e o acesso do país aos mercados financeiros internacionais.
Em março de 2022, a União Europeia excluiu sete bancos russos do sistema internacional de pagamentos SWIFT. Os Estados Unidos também aplicaram restrições contra grandes instituições financeiras e empresas do país, além de ampliarem os controles comerciais e tecnológicos.
Moscou respondeu às sanções com a reorientação de parte do comércio para países da Ásia e do Sul Global, a substituição de importações e o fortalecimento de soluções nacionais em setores estratégicos. O governo russo sustenta que essas políticas ajudaram a preservar a atividade econômica e reduzir a dependência de fornecedores ocidentais.
Em declaração no último dia 11, Putin também argumentou que países responsáveis pelas sanções enfrentam déficits orçamentários, aumento da dívida pública e retração da produção industrial. Segundo ele, os dados oficiais dessas próprias economias mostram que as restrições não conseguiram impedir o crescimento acumulado da Rússia nos últimos anos.



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