Skip to content

News Brazilia

O site de notícias sobre o Brasil oferece informações abrangentes sobre os acontecimentos atuais na política, economia, cultura e sociedade do país. As atualizações regulares garantem a relevância dos materiais e uma ampla cobertura de temas que refletem a vida no Brasil.

Primary Menu
  • Cultura
  • Direitos Humanos
  • Opinião
  • Política
  • Geral
  • Mundo
  • Saúde
  • Home
  • Política
  • Oposição e Amorim divergem sobre atritos entre Brasil e EUA sob Trump
  • Política

Oposição e Amorim divergem sobre atritos entre Brasil e EUA sob Trump

12.08.2026 5 min read

Deputados da oposição e o assessor especial da presidência da República, embaixador Celso Amorim, divergiram em comissão na Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (12), sobre os atritos recentes nas relações bilaterais entre Brasil e Estados Unidos (EUA).

De um lado, Amorim argumentou que as ações dos EUA contra o Brasil, como o recente tarifaço, têm motivação política. Segundo ele, a Casa Branca sob Donald Trump tenta subordinar a América Latina aos interesses do país norte-americano.

“O presidente Lula tem sido firme em reiterar que não aceitaremos que medidas unilaterais sejam utilizadas como pretexto para relativizar a soberania nacional ou impor constrangimentos econômicos para o nosso país”, destacou.

O embaixador citou vídeo publicado pela diplomacia estadunidense, na terça-feira (11), em que afirma que a dominação dos EUA sobre a América Latina não deve ser questionada.

“Quem tiver visto o vídeo que foi divulgado ontem pelo Departamento de Estado, e lido pelo embaixador dos EUA no Panamá, verá que o que se quer fazer justamente é relativizar a soberania dos países latino-americanos em geral. Inclusive, naturalmente, o Brasil”, completou.

De outro lado, parlamentares da oposição tentaram responsabilizar o governo do Brasil pelas ações do governo Trump, como sustentou o presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, deputado Luiz Philippe de Orléans e Bragança (PL-SP).

“A atual conversão do Brics em uma linha de frente anti-ocidental demonstra um padrão sistemático de anti-americanismo, que priorizou o debate retórico e a vaidade pessoal em detrimento do pragmatismo comercial estratégico do Estado brasileiro”, afirmou o parlamentar.

O Brics é um grupo político e econômico formado por grandes países emergentes. Entre eles, Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Os membros do Brics costumam negar ser um grupo anti-ocidental, citando inclusive a participação da Índia, país historicamente próximo dos EUA.

O deputado Luiz Philippe ainda pediu que o governo brasileiro “destrave” a concessão do visto diplomático ao indicado pela Casa Branca para ser embaixador no Brasil, de Daniel Pérez. A demora levou os EUA a cancelar o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Viotti. 

Já o deputado Marcel Van Hatten (Novo-RS) sustentou que houve uma “agressão à soberania dos EUA” por parte do Brasil devido, entre outros motivos, ao bloqueio de contas de empresas estadunidenses no caso do processo envolvendo a rede social X, que se negou a cumprir decisões judiciais do Brasil.

“O que nós estamos vendo é uma agressão brasileira à soberania americana. Dizer que o tarifaço não tem relação com o que o Brasil está fazendo com os EUA é maquiar os fatos”, disse.

O assessor especial da presidência da República Celso Amorim rebateu a tese de que os atritos com a Casa Branca teriam razões ideológicas. Segundo o embaixador, o Brasil está aberto a negociar com qualquer governo, independente das posições políticas.

O embaixador brasileiro acrescentou que o governo federal decidiu não conceder vistos diplomáticos a representantes estrangeiros, de qualquer país, até as eleições de outubro. Ele classificou como “bizarra” a divulgação do indicado para embaixador dos EUA no Brasil antes do Itamaraty aceitar o pedido, o que contraria os tratados internacionais. 

“Os EUA ficaram mais de um ano e meio sem embaixador aqui depois que saiu a embaixadora do governo [Joe] Biden. Ficava aqui um encarregado de negócios [dos EUA]. De repente, na proximidade das eleições, às pressas, sem o nosso consentimento, querem creditar outro embaixador”, comentou.

Para o governo brasileiro, existe uma tentativa de Donald Trump de interferir nas eleições brasileiras. 

Facções criminosas

O embaixador Celso Amorim foi convidado à Comissão de Relações Exteriores da Câmara para comentar, entre outros assuntos, a decisão dos EUA de classificar as facções criminosas do Brasil como organizações terroristas.

O assessor presidencial explicou que a medida não pode ser descontextualizada das ações recentes da Casa Branca e do momento que o mundo vive. Para o Planalto, a decisão pode ser usada como pretexto para intervenções externas no Brasil, inclusive militares.

“Não se pode ignorar que determinadas interpretações extremas da classificação como terrorista ou narcoterrorista já foram utilizadas para justificar operações de força em outros contextos internacionais”, disse.

Para Amorim, a classificação pode ser manipulada geopoliticamente para interferir nos assuntos internos do Brasil e, por isso, o governo brasileiro tem se posicionado contra essa designação por parte da Casa Branca.

“De acordo com a lei americana, o fato de ser classificada como terrorista, dá poder aos EUA para agir militarmente. Não falo nem só da Venezuela, mas mesmo os mais de 200 que morreram em operações no Pacífico e no Caribe, e sem nenhuma preocupação sequer de prova”, disse.

Amorim de referiu aos ataques dos EUA contra lanchas e embarcações alegando, sem provas, tratar-se de tráfico internacional de drogas.

Pelo outro lado, a oposição defendeu a posição norte-americana sobre as facções no Brasil e criticou o governo por se opor à decisão do governo Trump, como sustentou o deputado General Girão (PL-RN).

“Existe um medo de que as forças especiais americanas entrem aqui no Brasil para pegar os criminosos que estão associados aos terroristas”, justificou o parlamentar.

Amorim rebateu que soberania é o próprio Brasil combater o problema. “Não é chamar ou permitir que venha um russo, americano ou um chinês fazer isso”, respondeu.

Amorim ainda lembrou que a designação das facções como terroristas pode trazer prejuízos econômicos para o país, e que é “total” o desejo do governo de combater o crime organizado.

“Agora, nós não queremos de maneira alguma subordinar a nossa soberania à presença de outros países. Nem da China, nem dos EUA, nem da Rússia, nem de nenhum deles. Isso aqui é uma questão brasileira”, pontuou.

 

Continue Reading

Previous: Câmara aprova redução de impostos para combustíveis e outros setores
Next: Após AVC isquêmico, líder do PT na Câmara continua internado
  • Recém-chegado
  • Popular
  • Saúde inicia migração de dados do SUS para nuvem nacional
    • Saúde

    Saúde inicia migração de dados do SUS para nuvem nacional

  • Estado de São Paulo reforça necessidade de vacinação contra o sarampo
    • Saúde

    Estado de São Paulo reforça necessidade de vacinação contra o sarampo

  • Espanha: Meta e TikTok concordam em checar informações sobre fronteira
    • Mundo

    Espanha: Meta e TikTok concordam em checar informações sobre fronteira

  • Após terremoto, membros do Mercosul oferecem ajuda à Colômbia
    • Mundo

    Após terremoto, membros do Mercosul oferecem ajuda à Colômbia

  • Sul do país tem alerta de perigo para chuva e ventos intensos
    • Geral

    Sul do país tem alerta de perigo para chuva e ventos intensos

  • Agência Nacional de Proteção de Dados investiga plataforma Discord
    • Direitos Humanos

    Agência Nacional de Proteção de Dados investiga plataforma Discord

  • Partidos têm até o dia 15 para registrarem candidaturas nos tribunais
    • Política

    Partidos têm até o dia 15 para registrarem candidaturas nos tribunais

  • Criatividade de ambulantes é tema de exposição fotográfica no Rio
    • Cultura

    Criatividade de ambulantes é tema de exposição fotográfica no Rio

  • Festival Rio Cello leva música a vários espaços do Rio de Janeiro
    • Cultura

    Festival Rio Cello leva música a vários espaços do Rio de Janeiro

  • Colombianas que morreram na queda de helicóptero eram avó, mãe e filha
    • Geral

    Colombianas que morreram na queda de helicóptero eram avó, mãe e filha

Você pode ter perdido

Saúde inicia migração de dados do SUS para nuvem nacional 2 min read
  • Saúde

Saúde inicia migração de dados do SUS para nuvem nacional

12.08.2026
Estado de São Paulo reforça necessidade de vacinação contra o sarampo 4 min read
  • Saúde

Estado de São Paulo reforça necessidade de vacinação contra o sarampo

12.08.2026
Espanha: Meta e TikTok concordam em checar informações sobre fronteira 2 min read
  • Mundo

Espanha: Meta e TikTok concordam em checar informações sobre fronteira

12.08.2026
Após terremoto, membros do Mercosul oferecem ajuda à Colômbia 2 min read
  • Mundo

Após terremoto, membros do Mercosul oferecem ajuda à Colômbia

12.08.2026

Disklayer

Todo o conteúdo deste site, incluindo textos, fotografias e gráficos, é protegido por direitos autorais. Nenhuma parte deste site pode ser reproduzida sem a permissão por escrito do detentor dos direitos autorais.

Categorias

Cultura Direitos Humanos Geral Mundo Política Saúde
Copyright © Todos os direitos reservados.