Edinho obtém neutralidade do PSD e adesões em outros partidos de centro e direita
247 – O presidente nacional do PT e coordenador político da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva, Edinho Silva, avançou nas articulações com partidos de centro e de direita para o segundo turno da eleição presidencial. Segundo Edinho, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, confirmou que a legenda adotará posição de neutralidade nacional, deixando suas lideranças livres para negociar apoios individualmente.
A decisão abre espaço para que a campanha de Lula dialogue diretamente com governadores, parlamentares e dirigentes do PSD nos estados, mesmo depois de Ronaldo Caiado, candidato presidencial da sigla no primeiro turno, anunciar apoio a Flávio Bolsonaro.
Segundo Edinho, Kassab deixou claro que não haverá impedimento para que integrantes do PSD apoiem qualquer um dos candidatos. A estratégia do PT agora será procurar individualmente as principais lideranças da legenda.
Articulação avança sobre partidos de centro e direita
As conversas conduzidas por Edinho não se restringem ao PSD. O dirigente petista relatou contatos com representantes do Republicanos, PP, União Brasil e Avante, além de negociações com lideranças regionais de diferentes partidos.
O objetivo é ampliar a base política de Lula para além dos partidos que estiveram formalmente com o presidente no primeiro turno.
No PP, um dos nomes citados por Edinho é André Fufuca. Apesar do posicionamento partidário favorável a Flávio Bolsonaro, o presidente do PT afirmou que Fufuca tende a permanecer ao lado de Lula.
A movimentação mostra que a campanha petista pretende explorar as diferenças existentes entre as decisões das direções nacionais e as posições adotadas por lideranças políticas nos estados.
MDB também registra adesões
Edinho citou ainda movimentações dentro do MDB. Entre elas está o apoio da senadora eleita por Roraima Teresa Surita, apontada pelo dirigente petista como uma das lideranças emedebistas que já decidiram ficar com Lula no segundo turno.
A campanha pretende manter conversas com outros nomes do MDB e de legendas que não integram formalmente a coligação presidencial.
A orientação é construir os apoios caso a caso, levando em consideração as diferentes configurações políticas estaduais.
Alckmin pode ganhar espaço na coordenação
Além da ampliação das alianças partidárias, Edinho defendeu uma participação mais intensa do vice-presidente Geraldo Alckmin na coordenação da campanha durante o segundo turno.
Na avaliação do presidente do PT, Alckmin pode desempenhar papel especialmente relevante no diálogo com empresários e outros setores da sociedade.
A campanha também pretende ampliar sua equipe política e sua capacidade de articulação nacional. Camilo Santana, Rui Costa e Jaques Wagner estão entre os nomes mencionados por Edinho como possíveis reforços para a organização da campanha nesta nova etapa.
Mobilização nos estados
Outra frente será a intensificação da mobilização territorial. O PT planeja reuniões com parlamentares e dirigentes políticos, além de ações específicas em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
A agenda de viagens de Lula também será reorganizada para o segundo turno, com prioridade para regiões consideradas importantes na estratégia nacional da campanha.
Um dos principais objetivos será buscar os eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno. A campanha pretende combinar mobilização territorial com a apresentação das diferenças entre os projetos políticos em disputa.
A articulação comandada por Edinho indica que, paralelamente à campanha nas ruas, o PT aposta na construção de uma frente política mais ampla, buscando adesões entre lideranças de centro e de direita para a candidatura de Lula.



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