O bacilo da peste não morre!
Fatos violentos registrados após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o senador bolsonarista Flávio, filho “Zero Um” do inspirador desse movimento fascista, remetem a cenas cruéis da Alemanha nazista. Naquela época, judeus, comunistas, povos ciganos, negros, homossexuais foram perseguidos, presos, torturados e mortos em campos de concentração. Sem cometer crime, sem julgamento e direito de defesa, milhões foram mortos por um sistema que desconhecia qualquer sentimento de humanidade.
A história se repete, como farsa, segundo Marx, ou qualquer coisa ruim, mas é desse jeito: “…o bacilo da peste nunca morre ou desaparece para sempre…”, diz o Dr. Rieux no parágrafo final do livro A Peste, de Albert Camus, publicado em 1947, uma alegoria de um inferno com milhões de mortos, ocorrido na Europa da metade do Século passado, e as articulações protagonizadas por seres demoníacos liderados por Hitler, na Alemanha, e Mussolini, na Itália, e participação ativa da igreja. Era o início do fascismo e do nazismo.
Hoje, os alvos dos perseguidores são primeiramente petistas ou eleitores de Lula, negros, homossexuais, mulheres e qualquer pessoa contrária à ideologia bolsonarista, extremista e autoritária, que os chama pejorativamente de “comunistas”, sob o lema “Deus, Pátria, Família” – copiado do “Dio, Patria e Famiglia” usado pelo Partido Nacional Fascista de Benito Mussolini, na Itália, a partir da década de 1920.
Após a vitória de Lula já são mais dezenas de vítimas, agredidas, , atropeladas, espancadas ou mortas com tiros disparados por bolsonaristas revoltados com a derrota do seu candidato e cheios do discurso de ódio pregado nas redes, nos espaços políticos, nas igrejas. É próprio DNA do movimento: a ignorância, crueldade, o ódio.
É coisa maligna, sustentada em um falso evangelho pregado por profetas mentirosos, alheios à Bíblia que dizem seguir e se envolvem e levam suas “ovelhas” a passar por cima do que disse Jesus – “o diabo e o pai da mentira” -, e “o ladrão (diabo) vem para roubar, matar e destruir”. É exatamente o que está acontecendo. Nas redes, ameaças de morte até para crianças de famílias que votaram em Lula. Mesmo clima da Alemanha nazista do Século passado.
Esse cenário começou a tomar forma no Brasil 91 anos depois, em 2018, quando assistimos a previsão do Dr. Rieux se cumprir com a ascensão no campo político de oportunistas de caráter maligno, antipatriotas, contrários à democracia, defensores de tortura, gerenciadores do ódio, corruptos, entre outros males. O país viu a eleição de Jair Bolsonaro, um deputado do chamado “baixo clero”, erguia-se o nascedouro do bolsonarismo, seguido ao impeachment da presidenta Dilma Rousseff. O movimento de extrema-direita ganhou o apoio de igrejas que se dizem cristãs, a maioria evangélica, com a atuação, também, de católicos, espíritas e tantas outras religiões manipuladas por lideranças espertas, gananciosas e mergulhadas até pescoço em mentiras e fabulações.
Passados oito anos, em 2026, o movimento acumulou capital político, apesar de muitas demonstrações de incapacidade, de ódio da família que lidera essa articulação, a ponto de colocar na disputa à presidência da República o “Zero Um”. Por estar no centro de investigações por lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e evasão de divisas, fugiu para os Estados Unidos, para não vir a ser preso.
Desprezou mais de 60 milhões de votos, virou caso de polícia, e foi juntar-se ao sócio, o advogado investigado por corrupção Willer Thomaz, o homem do dinheiro. Como bandoleiro que é, com a ajuda de agentes dos presidentes Milei, da Argentina, e Trump, dos Estados Unidos, desembarcou em território estadunidense e se autoproclamou presidente do Brazil, com “z”. Depois consertou o erro a passou a ser “líder do Brasil”. Ninguém levou a sério, nem Trump, que, em baixa no seu eleitorado, não quer se meter em mais confusão para não perder a eleição para o Congresso de lá.
A exceção, e o apoio, ficam por conta de evangélicos desinformados, que se deixam enganar, ou aqueles que, dizendo-se cristãos, praticam a “falsa piedade” e confirmam o que diz aa Bíblia em 2 Timóteo 3. São “ignorantes, cruéis, gananciosos, arrogantes, egoístas, caluniadores, inimigos do bem”.
Uns chegam ao absurdo de comparar o bandoleiro a Jesus Cristo, como pode ser visto nas redes, apesar de ele ser ligado à milícia no Rio de Janeiro e acostumado a gatunar vencimentos de funcionários fantasmas quando era deputado estadual, ganhando a alcunha de “Flávio Rachadinha”.
Ele também lavava dinheiro na loja de chocolates que manteve na Barra da Tijuca, na compra de imóveis caros com pagamento em dinheiro vivo e no golpe de R$ 134 milhões junto ao ex-banqueiro Daniel Vocaro, que está preso, com a história mal contada de financiamento do filme sobre seu pai, que cumpre pena por tentativa de golpe de estado e outros crimes. São muitos crimes, sem contar traições e orgias com garotas de programa.
Tudo isso, porém, não importa para os fanáticos seguidores, em especial os chamados evangélicos. Para estes, o “Zero Um” virou ídolo, é enaltecido como opositor do presidente Lula, apesar de despreparado, incapacitado para ocupar o mais alto cargo da República. Isolado em seu próprio partido e por ex-apoiadores, um deles, o pastor e empresário da fé Silas Malafaia, do qual ganhou um novo apelido, “Jumento”, tratamento também dado aos irmãos, todos filhos do chefe do clã, Jair, igualmente de baixo nível intelectual, outra marca da família.
Para os bolsonaristas, o inimigo é Lula, tachado falsamente como defensor do aborto, inimigo das igrejas, ladrão, corrupto, embora nada disso tenha pelo menos uma acusação comprovada. Presidente reeleito, Luiz Inácio Lula da Silva é reconhecido internacionalmente como estadista, defensor dos pobres e das camadas mais vulneráveis, possui um histórico bem avaliado em suas três gestões, com uma irretocável folha de serviços prestados aos brasileiros, apesar do tom conciliador característico de seu governo.
Agora, passada a vitória alcançada com a força do povo nas ruas, espera-se mudanças, um enfrentamento político e democrático reforçado, ouvindo o recado das ruas, afastando os oportunistas e estabelecendo um sistema de comunicação capaz de enfrentar a mentira e o boicote da mídia comercial. Essas armas são poderosas para combater a turma mafiosa que age como fariseus, em defesa de seus próprios interesses.
É preciso estar atento, pois o bacilo do ódio não morre, está neles, estão infectados, bem distantes do amor pregado por Jesus. O DNA golpista, explicitado na patética carta do “Zero Um”, está ativo, nas ameaças, nas mortes, nas articulações nos gabinetes e nas igrejas. É preciso neutralizá-lo, desmascarando os mentirosos, os falsos profetas enganadores, corruptos e corruptores com a palavra da verdade.



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