Flávio leva no avião 21 milhões de toneladas de terras raras
Sinceramente, gostaria que Flávio Bolsonaro apodrecesse na cadeia – por suas centenas de crimes que afetaram, especialmente, os idosos, vítimas das suas sociedades com os ladrões do INSS; ou que sucumbisse bem longe do Brasil, residindo para sempre nos EUA. Toma que o filho é teu, Trump!
O problema é que este não é o problema: simplesmente ter fugido para ficar impune de seus crimes. E digo mais: ser um avatar de Juan Guaidó [1] pelo ridículo papel performático de se fingir “presidente à distância” do Brasil também não é, per se, um evento de grande perturbação. O Brasil é gigante nas relações internacionais, e a diplomacia brasileira é das mais gabaritadas do mundo para apagar os princípios de incêndio que este trombadinha de meia-tigela tende a acender nas beiras de estradas do caminho geopolítico. O grande conflito se chama “terras raras”, justificativa das próximas guerras e/ou conflitos no mundo.
Sim, esta quadra de século tem uma nova matriz de recursos que entra na rota de colisão das grandes potências por mais poder, mais riquezas, mais hegemonia e que, necessariamente, passa por mais tecnologia (em todas as dimensões visíveis). Lembremos que as tecnologias destes tempos são essencialmente dependentes dos chamados “minerais críticos”. E onde estão as duas principais plantas (territórios) para se extrair estes minerais? China, com suas 44 milhões de toneladas de terras raras; e Brasil [2], em segundo lugar, com 21 milhões de toneladas (catalogadas até o momento) do recurso que serve para a fabricação de mísseis (estes usados na guerra: EUA/Israel vs. Irã), de aviões e foguetes aeroespaciais, de processadores aos data centers e às inteligências artificiais da vida, das placas solares aos novos paradigmas energéticos e, pasme: do celular que está na sua mão neste instante enquanto lê este artigo.
Faz alguns meses que o irmão de Flávio, o Eduardo Bolsonaro, junto com Paulo, o filhote do ditador Figueiredo e que leva o mesmo sobrenome do avô João Baptista e, mais camuflado, mas não menos danoso ao país, Alexandre Ramagem [3], conspiram contra o Brasil, contra a nossa soberania, contra a nossa democracia e contra as terras raras (o petróleo e a Amazônia) do Brasil. Flávio se une à quadrilha para atentar contra nosso país.
Donald Trump não se importa com o que Flávio pensa, ou com a democracia, os direitos humanos e os cambaus do Brasil, ou de qualquer outro país. Trump sabe que os EUA são um império em ruínas e que dependem existencialmente das terras raras para competir com a China e tentar sobreviver como potência global. Vai usar, da forma mais vil e sorrateira possível, o perdedor das eleições presidenciais de 2026 no Brasil para chantagear nosso país e, com isso, abrir caminho a uma possível intervenção que roube nossas riquezas naturais, em particular os minerais críticos.
Pelos próximos anos, saberemos se, do mesmo modo que os golpistas da Venezuela prepararam o terreno para o sequestro do presidente Maduro e o assalto descarado do petróleo daquele país, o Brasil sofrerá semelhante dano, ou se, por tamanha respeitabilidade internacional e importância de Lula como líder global e do Brasil como nação amiga de todos os povos, escaparemos das garras do império estadunidense e do chorume dos Bolsonaros covardes a nos entregar numa bandeja durante suas orgias no porão da Casa Branca. Se viver, veremos…
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[1] Guaidó foi o patético líder político da Venezuela que simulou ser o presidente da Venezuela em 2019, sendo este tão somente presidente da Assembleia Nacional daquele país. E, em 2023, se autoexilou nos EUA, alegando perseguição. Nesse meio-tempo, foi reconhecido por vários países alinhados aos EUA como presidente interino do seu país, situação que jamais se consolidou como fato concreto, reinando apenas no campo da fantasia e da conspiração contra a própria pátria (igualzinho, neste caso, ao traidor e entreguista Flávio Bolsonaro).
[2] Saiba mais sobre o potencial do Brasil quanto às terras raras em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-04/terras-raras-minerais-estrategicos-e-criticos-entenda-diferencas.
[3] Ramagem, entre os anos de 2019 e 2022 (governo Bolsonaro), foi diretor-geral da Agência Nacional de Inteligência (correspondente à CIA, nos EUA). E não tenho dúvidas de que, antes de ser demitido por Lula, levou consigo um dossiê sobre as terras raras do Brasil para, no futuro, usar como moeda de troca para seus interesses junto ao governo de Donald Trump.



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