Belarus sediará exercícios militares da Organização do Tratado de Segurança Coletiva
247 – A Belarus recebeu militares do Cazaquistão, Quirguistão, Rússia e Tadjiquistão para dois exercícios da Organização do Tratado de Segurança Coletiva (OTSC), voltados a operações de manutenção da paz e à eliminação de fontes de riscos biológicos. Segundo a agência Prensa Latina, o Ministério da Defesa bielorrusso afirmou que as atividades fazem parte da programação da organização e não têm como alvo outros países.
Nesta sexta-feira (9), a pasta divulgou em seu canal oficial no Telegram imagens das cerimônias de recepção aos contingentes estrangeiros. Os militares participarão dos exercícios Fraternidade Inquebrável-2026 e Barreira-2026, que têm objetivos distintos dentro da cooperação militar entre os integrantes da OTSC.
O Fraternidade Inquebrável-2026 será dedicado à preparação das forças coletivas da organização para uma operação de manutenção da paz. O treinamento abrangerá tanto os preparativos quanto a execução desse tipo de missão.
Já o Barreira-2026 terá como foco a eliminação de fontes de riscos biológicos. A informação fornecida não detalha os agentes envolvidos nas simulações, os procedimentos previstos ou o número de militares mobilizados para cada exercício.
Ao apresentar as atividades, o Ministério da Defesa de Belarus enfatizou que “estes são exercícios programados e não são dirigidos contra terceiros países”. A declaração acompanha a divulgação da chegada das delegações que participarão dos treinamentos em território bielorrusso.
A realização dos exercícios ocorre no ano em que a Rússia exerce a presidência da OTSC, assumida em 1º de janeiro. Conforme a Prensa Latina, a próxima cúpula da organização está prevista para 11 de novembro de 2026, em Moscou.
A OTSC tem origem em um tratado firmado em 1992 e foi formalmente instituída como organização em 2002. Seu quadro de integrantes reúne Armênia, Bielorrússia, Cazaquistão, Quirguistão, Rússia e Tadjiquistão, embora a participação armênia esteja suspensa por decisão do próprio país.
Em fevereiro de 2024, a Armênia suspendeu sua participação nas atividades da organização e deixou de pagar suas contribuições. A decisão ocorreu meses depois da derrota militar armênia para o Azerbaijão na disputada região de Nagorno-Karabakh.



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