Irã desafia ameaças dos EUA e defende diálogo
247 – O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, respondeu na Assembleia Geral da ONU às ameaças de aniquilação feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e afirmou que seu país continua disposto a negociar. A posição iraniana combina resistência à pressão de Washington com uma oferta de diálogo, enquanto o secretário de Estado americano, Marco Rubio, mantém aberta a possibilidade de ação militar, desgaca reportagem da Al Jazeera.
Em discurso na quarta-feira (23), Pezeshkian disse que quem tenta intimidar o Irã precisa compreender que o país está “pronto para o diálogo, a diplomacia e as negociações, sem aceitar a linguagem da força”. Segundo a Al Jazeera, o presidente iraniano também criticou as sanções e a pressão militar americana, mas deixou aberta a possibilidade de uma saída negociada para a guerra.
A resposta veio um dia depois de Trump apresentar, no mesmo plenário da ONU, um possível acordo e a destruição da República Islâmica como desfechos para o impasse. A ameaça elevou o tom do confronto em um momento em que representantes dos dois países mantinham contatos diplomáticos em Nova York. Rubio afirmou que um acordo exigiria trabalho prolongado e que as opções militares dos EUA continuavam disponíveis.
Pezeshkian procurou mostrar que a disposição para conversar não significa aceitar as condições americanas sob ameaça. Em seu pronunciamento, afirmou que o Irã resistiu aos ataques e que a pressão externa reforçaria a determinação da população. Ao mesmo tempo, defendeu a cooperação regional e disse que nenhum país da região alcançará segurança isoladamente.
Os contatos realizados durante a Assembleia Geral mostram que o canal diplomático permanece ativo, embora haja divergências até sobre o formato das reuniões. O enviado americano Steve Witkoff relatou conversas por meio de mediadores; Trump descreveu um encontro de seus representantes com autoridades iranianas. Do lado iraniano, a discussão está ligada, entre outros pontos, ao bloqueio naval dos EUA, aos ativos congelados e à circulação pelo estreito de Ormuz, passagem estratégica para o comércio de petróleo.
As declarações na ONU deixam expostas as posições que cercam as negociações: Teerã afirma que aceita conversar sem ceder à intimidação; Washington sinaliza interesse em um acordo, mas preserva a ameaça de empregar a força. Nenhum entendimento foi anunciado após os contatos em Nova York.



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