KN e Mendonça são cabos eleitorais do 22 travestidos de juízes
O bolsonarismo é antes de tudo um problema de caráter. As atuações de Nunes Marques (conhecido nas rodas de orgia promovidas por Vorcaro como KN) e André Mendonça, respectivamente presidente e vice do TSE, são mais uma prova cabal disso.
Alheios a quaisquer preocupações com suas imagens como juízes, a dupla se esmera em prejudicar a candidatura de Lula e estender a mão a Flávio Bolsonaro, nem que para isso seja necessário tomar as decisões mais parciais e abjetas, degradando suas togas em um nível jamais visto na justiça eleitoral brasileira.
A perseguição e a censura ao “Exército de Lula”, canal com quatro milhões e setecentos mil inscritos, liderado pelo deputado federal André Janones, foi só a parte mais visível do jogo sujo.
Tanto o corpo técnico do tribunal quanto uma agência de checagem não encontraram nenhuma fake news propagada pelo canal de apoio ao presidente Lula. A mesma agência apurou que o “Canal do Flávio” produz fake news em profusão, mas jamais foi incomodado por Nunes Marques e Mendonça.
Virou rotina no tribunal Nunes Marques e Mendonça pedirem vista de julgamentos nos quais já há maioria formada contra eles. Pedir vista é uma prerrogativa dos magistrados, mas quando isso é feito diante de uma derrota já consolidada, salta aos olhos a intenção protelatória do autor, nos casos em questão com nítido viés político-eleitoral.
Aproveitando-se de suas posições de mando no TSE, eles proíbem monocraticamente peças de propaganda de Lula, sob os argumentos mais estapafúrdios, e liberam as de Flávio Bolsonaro, mesmo que elas contenham ataques à honra de Lula E até que o plenário aprecie a questão o estrago está feito.
As cobranças mais contundentes em relação ao comportamento desses juízes que vestem a camisa número 22 debaixo da toga têm partido de parlamentares do PT e de entidades como a Associação Brasileira de Juízes pela Democracia.
Lula e integrantes do comando da campanha até fazem críticas à parcialidade de Nunes Marques, especialmente, mas em um tom bem abaixo do adequado para enfrentar a tentativa explícita dos ministros de influir na eleição.
Fico imaginado como agirão esses ministros caso no dia da eleição ocorram problemas sérios, que exijam pronta resposta em nome da lisura e da higidez do processo eleitoral.
Todos se lembram o quanto foi importante a ordem dada pelo então presidente do TSE, Alexandre de Moraes, no segundo turno das eleições de 2022, para que o diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques, suspendesse as blitze nas estradas do Nordeste, feitas sob medida para evitar o acesso às urnas dos eleitores de Lula.
Pois temos todo o direito de pensar que se algo que ameace o pleito ocorrer, é certo que os dois só contribuirão para agravar o problema, desde que o eventual imbróglio sirva aos interesses de Flávio Bolsonaro.
A Justiça Eleitoral, que diga-se de passagem é uma invenção brasileira exitosa, sempre se vangloriou de ser a “Justiça da democracia”. Como pode permitir que sua reputação seja manchada por dois juízes mal-intencionados?



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