Revista Veja é um câncer para a democracia brasileira, é o “lavajatismo” da burguesia brasileira a serviço da extrema direita
A revista Veja recentemente fez uma publicação sobre um suposto envolvimento do presidente Lula (PT) com Vorcaro, em especial, sobre um documentário sobre o chefe do Executivo do Brasil.
A informação, ao contrário do que se espera de um jornalismo coeso, honesto e imparcial, simplesmente se mostrou como parte de um circo midiático, cuja função é eleger Flávio Bolsonaro (PL) e colocar em pauta todo o projeto da burguesia brasileira.
A burguesia e o antipetismo
Pouco se discute, dentre os órgãos de imprensa tradicionais, qual é o cerne da construção do antipetismo no Brasil. A pergunta é retórica: a elite econômica, desde o período da redemocratização, com a expansão progressista no Brasil, mostrou-se impotente, frágil, com períodos de hiperinflação, pobreza e desigualdade social atenuantes.
Em contrapartida, do outro lado, o crescimento do PT já mostrava uma sinalização hegemônica, resultado de diversas conquistas sociais, políticas públicas que revolucionaram o Brasil e as minorias tendo voz e protagonismo diante de cenários anteriores de falência sistêmica.
A direita e a extrema direita perderam espaço no campo nacional. O PT não só deu as cartas como construiu um projeto de poder, um legado positivo para as futuras gerações.
Golpe, mídia, guerra cultural
Historicamente, a grande imprensa sempre representou a voz da burguesia, nos seus interesses, dos mais claros até os mais obscuros, sobre uma agenda econômica alinhada aos setores empresariais. Foi assim no regime militar, que teve apoio maciço da TV Globo.
Atualmente, o bolsonarismo surge como uma via mais radicalizada, com total aparelhagem de segmentos da burguesia, em prol do sistema político, financeiro e eleitoral do país.
Aparentemente, é um erro, mas, para os mesmos, é um plano: “plantar” mentiras e depois pequenas notas de rodapé para fazer uma correção editorial de algo feito de forma ordenada, planejada.
A revista Veja é o centrão do jornalismo brasileiro: segue a cartilha do mercado. Por ora, é contra ou a favor deste ou daquele, mas a partir de uma retórica que segue os preceitos do capitalismo brasileiro.
Citar Lula em um período de suposta ascensão, crescimento, tem uma função midiática, didática, importante: associar o presidente ao maior escândalo de fraude bancária do Brasil.
Fontes, provas? Não! O importante é espalhar fake news para construir narrativas mentirosas e contribuir para uma guerra cultural de destruição da democracia brasileira.
Até o dia 25 de outubro, há chão, mas muitas pedras.


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