Para não perder voto latino em novembro e virar pato manco, imperador laranjão volta atrás na ameaça militar a Cuba
O desbocado presidente laranjão, que vomitou vitupérios no discurso na ONU, está engolindo o que disse, com medo das eleições parlamentares de novembro.
Em relação a Cuba, disse que o país está falido e que vai desaparecer.
Os cubanos se levantaram e o deixaram falando sozinho.
Agora, fala em acordo, num repeteco do que tenta fazer com o Irã, diante do qual está sem força para continuar sua ameaça de destruir os iranianos etc.
Marco Rubio, secretário de Estado, descendente de cubanos, de olho na Presidência dos EUA em 2028 — se Trump não der um golpe para continuar no cargo, já que, constitucionalmente, não pode disputar um terceiro mandato —, só tem a perder com a fala sem noção de Trump.
Deve ter reclamado com o chefe que ambos têm a perder junto à numerosa comunidade latino-americana que vai votar.
Com a popularidade em 32%, 33%, em situação crítica, o imperador, que também agrediu a América Latina, prometendo intervenção militar, se necessário, para preservar o poder imperial no continente, como fez em janeiro com a Venezuela, está mais sujo que pau de galinheiro.
Poderá sofrer uma lavada eleitoral daquelas.
Acontecendo isso, com os latinos somando-se aos eleitores democratas, Trump terá dificuldades para governar na segunda metade de seu mandato.
Pato manco
Caso perca a maioria nas duas Casas do Legislativo, viverá uma situação de pato manco.
Terá mandato, mas não conseguirá governar se virar minoria no Congresso.
Sua declaração, neste sábado, de que não mais intervirá militarmente em Cuba pode se estender aos demais países latino-americanos, como sintoma de que cometeu profundo erro político em seu discurso boquirroto na ONU.
Ali, ele ressuscitou a diplomacia das canhoneiras, ancorada na Doutrina Monroe e revigorada pelo sentido imperialista, segundo o qual o direito da força prepondera sobre a força do direito.
O imperador laranjão não sabe mais o que dizer, porque tropeça nas palavras e nos conceitos à medida que vai se certificando de que não tem mais força para reverter a situação a seu favor na guerra do Oriente Médio.
Seu calvário fica cada vez mais explícito.
O recuo quanto à determinação de uma invasão militar em território cubano — algo que, se acontecesse, afetaria seu poder eleitoral nos próprios Estados Unidos, especialmente entre os eleitores latino-americanos — representa um desastre eleitoral.
Não só denuncia sua fragilidade como deixa em má situação seu secretário de Estado, Marco Rubio, pretendente à Casa Branca na eleição presidencial de 2028.
Fragilidade do gigante
Vai se configurando, para Trump, uma situação esdrúxula: se não der golpe, será golpeado, sofrendo derrota nas urnas.
O ditador, com seu destempero verbal, contido apenas quando se encontra com o presidente da China, Xi Jinping, pois os Estados Unidos não podem mais rivalizar com os chineses, vai cavando sua sepultura com os próprios pés.
Destaque-se, ainda, que, no plano econômico, as incógnitas são expressivas, dada a fragilidade do dólar no cenário da guerra, com expansão inflacionária.
Mais inflação leva o BC a sustentar juros cada vez mais altos, impactando a dívida pública e fortalecendo, proporcionalmente, o Sul Global e os Brics, cujo PIB já é maior que o do G7.
Por essas e outras razões, o ditador, ao voltar atrás no que prometeu, vociferando na ONU, apenas deixa claro que vai cumprindo o papel de tigre de papel, evidenciando que os Estados Unidos não são mais aquela Brastemp.


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