Os nossos jovens!
Os nossos jovens! Onde estão eles? O que pensam do mundo? Que tipo de vida pretendem levar?
Sabemos pouco deles, assim como provavelmente eles sabem pouco de nós.
Mas sabemos duas coisas tremendas: são os menos interessados em política e a maioria vota no diabo!
Que derrota para as gerações passadas! Que tipo de política estamos fazendo, que não lhes interessa?
Não há derrota maior do que essa!
Estamos lutando por um mundo melhor, por um Brasil melhor, para esse tipo de jovem, a quem não interessam os objetivos pelos quais lutamos e aos quais dedicamos o melhor de nossas vidas.
Não sabemos o que eles pensam, e pouco lhes importa o que pensamos!
São tão diferentes de como éramos quando tínhamos a idade deles! E nós somos tão diferentes deles!
Não dá para olhar para eles e nos lembrarmos de como fomos. E eles nos olham como seres estranhos, contra os quais a maioria deles votou!
Temos tempo e argumentos para ajudá-los a pensar de forma diferente. Não precisam ser como nós, mas precisam ter ideais, pensar também nos outros, naqueles que não têm tudo o que eles têm.
Por onde andam os nossos jovens? O que leem? Leem? De que tipo de filme gostam?
Que futuro esperam ou pretendem ter? Que profissões preferem? Que viagens ambicionam?
Na verdade, nunca houve uma ruptura tão grande entre gerações. Os jovens sempre tenderam a ser individualistas, a estar voltados para si mesmos: para suas roupas, seus namoros, seus amigos, sua turma.
Mas nunca tiveram uma maioria preferindo um candidato não apenas de direita, mas que manifesta posições conservadoras, reacionárias e repressivas, que vão contra as liberdades elementares que os jovens costumam preferir.
Por que razão, por alguma declaração ou pela imagem que têm do candidato da extrema direita, a maioria deles prefere votar nele?
D2 é quem mais claramente compreende a distância dos jovens em relação à política.
Diz, com razão, que nada é mais antigo, velho e superado, para eles, do que a reeleição de Lula, objetivo em torno do qual estamos todos mobilizados.
Lula entrou para a política e chegou a se eleger pela primeira vez quando essa juventude ainda nem tinha nascido. O mundo deles é outro, vem de outra época. Eles vivem na terceira década deste século.
Olham para a frente, enquanto nós ainda carregamos uma visão histórica que vem desde o surgimento de Lula como líder e desde quando ele se elegeu pela primeira vez.
É um desencontro muito grande.
Espero que ainda exista tempo para que isso mude. Quem sabe nas eleições de 2030!



Eleição pode ser decidida no 1º turno tanto pró-Lula como pró-Flávio Bolsonaro
Stuhlberger vê Flávio Bolsonaro fraco e pede líder com “moral”
A verdade bateu à porta de Flávio Bolsonaro
“Ameaças de Trump contra América Latina realçam urgência do Sul Global”