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Formandos da Universidade das Quebradas celebram periferia na ABL

15.10.2025 3 min read

“Eu acredito que tudo de mais interessante, tudo de novo, tudo de ousado, tudo com potência de mudar a sociedade brasileira, vem das periferias, vem das quebradas”, disse a escritora Ana Maria Gonçalves. 

O discurso dela, a primeira mulher negra eleita como imortal na Academia Brasileira de Letras (ABL), abriu a formatura da Universidade das Quebradas, nessa terça-feira (14), no Rio de Janeiro.

A fala tocou os 46 formandos do Curso de Escritores, um projeto de extensão da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que estiveram na solenidade no Teatro Raimundo Magalhães Jr, na sede da ABL. Entre eles, Ismael Queiroz Dias, 29 anos, que se identifica como “indígena, negro e caucasiano”. O jovem escritor é da cidade de Niterói, mas diz que, pela sua história é, na verdade, de muitas partes do Brasil.

Ele tinha certo receio em relação ao curso por receber também escritores já publicados como ele, que lançou, em 2022, seu primeiro livro, uma coletânea de contos sobre milicianos do Rio chamado A Cidade Maravilhosa dos Milicianos: Compêndio Poético. No entanto, encontrou um ambiente de aprendizado potente e de companheirismo. 

“É um orgulho estar aqui me formando hoje e estar falando em nome de muita gente, dos meus ancestrais, de todas as pessoas que vieram antes de mim, da minha mestiçagem, mas principalmente os indígenas dos quais eu sou”, revelou. 

Extensão universitária

O Curso de Escritores faz parte da Universidade das Quebradas, um projeto de extensão da Universidade Federal do Rio de Janeiro, idealizado por Heloísa Teixeira e Numa Ciro para formar novos escritores principalmente de áreas periféricas do Rio.

A iniciativa é uma parceria entre a UFRJ, Instituto Odeon e a ABL. Os alunos têm aulas semanais no prédio dos imortais e estudam suas obras como parte do material das aulas. A turma de 2025 estudou as obras do escritor e dramaturgo Ariano Suassuna. 

Durante o semestre, a turma mergulhou no trabalho do autor paraibano, que une literatura e arte popular com tradição e identidade. Como peça final, os quebradeiros e quebradeiras, como foram apelidados pela escritora Heloísa Teixeira, lançaram ontem (14) o livro Suassuna Quebradeiro, com contos e peças produzidos por eles e disponível na internet. 

A própria história

Para Lady Victória Padilha, 23 anos, nascida em Manaus e graduanda de Letras/Português na UFRJ, as aulas levam a universidade para quem tem uma realidade por vezes mais distante da academia. Ela aponta que não é tão veterana quanto seus colegas, mas a paixão por livros criou o desejo de escrever suas próprias histórias. 

Lady gostou de estudar Ariano Suassuna. “Não é só uma questão de literatura regional, é uma questão [que envolve] uma parte da cultura brasileira que a gente acaba tendo acesso”. Seu conto na coletânea da Formação de Escritores – O Jovem Vendedor de Codajás – abraça suas raízes do norte. 

“E é um conto de humor sobre essa trajetória de uma viagem de barco e, ao mesmo tempo, aborda a experiência dos produtos e das vendas de açaí que são muito costumeiras no território de onde eu escrevi”, argumenta. 

Arte plena  

Rose de Souza Garcia, de 60 anos, também passou pela faculdade de Letras da UFRJ e conhecia a Universidade das Quebradas. Mas, só depois de publicar seu primeiro conto esse ano, sentiu que era a hora de se inscrever para o curso de escritores. 

Rose reconhece que, pelo projeto estar ligado a determinadas instituições, alguns processos acabam sendo mais rígidos. Segundo ela, é preciso “cavar espaços”, encontrar brechas e flexibilizar certas estruturas para a arte se manifestar plenamente. 

Apesar dos desafios, a experiência tem sido enriquecedora: “é um aprendizado porque a gente está junto, trocando e conhecendo também as realidades de outros escritores”.

Para Carlos Gradim, presidente do Instituto Odeon, os alunos trazem uma bagagem com a escrita – profissional ou amadora – e o curso trabalha com esses talentos.  “A gente tem um lugar muito de escuta, porque a gente entende que, nos territórios aos quais a gente seleciona esses jovens, há um saber muito potente que já está posto e a gente traz, de alguma forma, o saber acadêmico que dialoga com esse saber existente”, finaliza. 

 

*Estagiária sob supervisão do jornalista Gilberto Costa

 

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