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Filme Rejeito aborda violência que a mineração leva a cidades mineiras

05.11.2025 4 min read

Estreou na última semana nos cinemas nacionais o documentário Rejeito, dirigido por Pedro de Filippis.

Filmado e produzido durante quatro anos, o filme aborda o cotidiano das comunidades de pequenas cidades de Minas Gerais que tem intensa atividade mineradora, como Socorro e Barão de Cocais, e tem tido boa acolhida em festivais nacionais e internacionais que valorizam temas ambientais.

A obra, que circula desde 2023 em festivais, acompanha o cotidiano dos moradores e abre espaço para suas falas e para a discussão de como o medo da repetição de desastres como o de Mariana é usado como instrumento para pressionar pela saída de comunidades inteiras, entregando os territórios para a expansão das atividades de mineração.

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Terrorismo de barragens

O assédio a essas comunidades é o tema que guia o diretor, além de suas estratégias para continuar lutando pelo direito à existência em regiões nas quais elas estão há dezenas de anos.

Essa investigação foi feita em parceria com uma das líderes comunitárias que se levanta contra a pressão das empresas, a ambientalista Maria Tereza Corujo, a Teca, que acompanha o tema desde os anos 1990.

Segundo ela, a atuação das mineradoras no estado coopta o poder público, destrói recursos naturais e ignora os interesses dos moradores, dividindo comunidades e famílias. 

“O que a gente viu, isso é categórico, em Socorro, a gente sempre vê esse movimento de aquisição e através de uma divisão dessas comunidades, até geográfica. Irmãos foram realocados em casas em bairros distantes. Houve reuniões com advogados separados. Intrigas. Literalmente separar para dividir. Hoje, em Socorro, 90% já é da Vale. A previsão para voltar [a comunidade foi esvaziada às pressas após um alerta de risco de rompimento de barragem] de 2023 foi estendida para 2029”, explica Teca, contando um dos casos mais importantes do filme e do estado, à Agência Brasil.

Segundo ela, essa comunidade sofre uma série de pressões para vender as terras a preços baixos, com deslocamento dos moradores da região, descaracterizando sua ocupação e deixando a administração do território, na prática, aos interesses dos empreendimentos de mineração, que expandem seus projetos com mais facilidade após a ausência de ocupação.

Esse processo de uso do risco iminente como instrumento para deslocar pessoas e descaracterizar comunidades é o chamado “terrorismo de barragens”, termo que resume a estratégia denunciada na obra.

 “É uma estratégia antiga do capitalismo, de acumulação por despossessão. O medo causado pelo próprio setor da mineração, somado aí os rompimentos também, mas não só eles, como uma ferramenta para legitimar a expansão da mineração, principalmente em territórios que ela não consegue acessar sem evacuar [os moradores]”, diz o diretor do filme, Pedro de Filippis. 

Para ele, o tema é central e preocupante, assim como a inserção dos interesses das empresas no poder público, desnudado recentemente na Operação Rejeito, da Polícia Federal.

“Então, o terrorismo de barragem vem como uma estratégia para contornar algo que seria quase impossível de se conseguir.”

Exibição

O primeiro público de Rejeito foram as próprias comunidades. Filippis voltou aos lugares onde filmou e, com as lideranças entrevistadas e os moradores, além de um projetor, fez as primeiras exibições, em lugares como Barão de Cocais e Itabira.

Ele ainda pretende passar por sete municípios que são assediados pelo Projeto Apolo – hoje o maior empreendimento de mineração na região central do estado, com potencial para se tornar o maior projeto de mineração de ferro do país. Áreas de Mariana e Brumadinho também devem receber sessões comunitárias.

“Eu não prometo nada, principalmente para as comunidades onde eu atuo. Eu não acho que o filme tenha esse poder de trazer promessa, nem um poder de transformação isoladamente. Ele é mais uma das expressões, entre as várias expressões de um movimento de resistência muito grande em Minas Gerais.”

Rejeito estreou na semana passada no circuito comercial paulistano, onde deve ficar na primeira quinzena de novembro, data escolhida pela proximidade dos dez anos do rompimento da barragem de Mariana. O filme também passa em Balneário Camboriú, Belo Horizonte e Fortaleza. As salas podem ser consultadas no instagram da produção.

Desde sua finalização, há dois anos, circulou por festivais de temática ambiental, no Brasil e no exterior, além de passar pelo festival do Rio. 

Posição da Vale

Principal mineradora em Minas Gerais, a Vale foi procurada pela reportagem e se posicionou, em relação às acusações de desrespeito às comunidades. 

A empresa afirmou, por meio de sua assessoria, que tem avançado continuamente para mitigar os impactos de suas operações nos territórios onde atua, promovendo um relacionamento construtivo e respeitoso.

Para isso, mantém canais de diálogo abertos e promove o engajamento ativo das populações locais nos processos de tomada de decisão. A empresa articula diferentes áreas internas para gerenciar riscos, apoiar o desenvolvimento local e fortalecer relações baseadas na transparência e na confiança.

Segundo a nota, “a empresa atua tanto no contexto da reparação de Brumadinho quanto em suas operações regulares, priorizando a gestão de riscos e impactos e respeitando os direitos e as especificidades socioculturais dessas comunidades”.

Destacou também o investimento em cultura, com apoio a artistas locais, projetos de cultura popular, resgate e conservação de patrimônio histórico e a criação de um museu em Mariana.

*Matéria atualizada às 18h40 para correção de informações

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