Flávio foge para lutar contra o Brasil
Derrotado nas urnas, o filho de Jair busca proteção em Washington para sabotar a soberania brasileira e submeter o país aos interesses imperialistas da Doutrina Donroe de Trump e Rubio
A vitória nas urnas impediu que a extrema direita retomasse o Palácio do Planalto, é verdade. Mas essa vitória não destruiu o ecossistema podre — político, financeiro, religioso e digital — que sustentou a candidatura da extrema direita.
Muito menos interrompeu as garras de Donald Trump e Marco Rubio sobre a nossa soberania.
A fuga vergonhosa de Flávio para o solo americano, logo após o baque eleitoral, não é a mera covardia de mais um covarde do clã em busca de asilo.
O candidato derrotado perdeu o mandato, mas jamais perdeu sua utilidade servil para os interesses de Washington.
O Brasil continua sendo o troféu que falta ao projeto de dominação imperialista de Trump.
A Joia da Coroa na mira da Doutrina Donroe
Em março de 2026, sob o disfarce hipócrita de combate ao crime e ao narcotráfico, Trump lançou o chamado Escudo das Américas.
A cortina de fumaça é óbvia: trata-se da ressurreição mais nefasta da Doutrina Monroe — a “Doutrina Donroe” —, uma engrenagem escancarada para submeter a América Latina ao garrote dos Estados Unidos.
Sob chantagem, alinhamento ideológico ou força bruta, Washington foi dobrando os governos da região: Argentina, Chile, Bolívia, Paraguai, Peru, Colômbia, Equador e Guiana foram enfileirados.
Na Venezuela, a truculência do império chegou ao cúmulo do sequestro criminoso do presidente Nicolas Maduro e de sua esposa dentro do próprio Palácio Miraflores, em Caracas — jogados há dez meses nas masmorras de Nova York.
Em Cuba, o genocídio de um povo asfixiado pelo reforço assassino do embargo que dura mais de 60 anos.
Mas o mapa deles está incompleto. Falta a peça central. Falta o Brasil.
A maior economia da América Latina, a soberania da Amazônia, as reservas de minerais estratégicos, a posição geopolítica firme nos BRICS. O Brasil não é uma colônia qualquer; é o maior obstáculo continental ao avanço da hegemonia norte-americana.
Com Flávio Bolsonaro no poder, a entrega da nossa riqueza e do nosso território ao Escudo das Américas estaria assinada. A vitória do povo brasileiro barrou essa vassalagem, mas a ganância imperialista não recuou.
Um fantoche útil em Washington
Não se enganem com a figura patética de Flávio Bolsonaro fugindo do país. Ele não é um zumbi político sem massa crítica. Carrega consigo o nome Bolsonaro, o voto de 60 milhões de pessoas e uma estrutura familiar profundamente entranhada nos aparelhos do Estado.
O chefe do clã está atrás das grades, onde cumpre justa pena por tentar golpear a democracia.
Mas a contaminação permanece: Michelle e Carlos encastelados no Senado, Jair Renan e Renato na Câmara Federal, além de bancadas inteiras, governadores subservientes e redes ilegais de desinformação prontas para o disparo.
Pior: a fuga de Flávio teve as digitais diretas do entorno de Trump. E a pergunta que exige resposta indignada é uma só:
por que a cúpula da maior potência militar do planeta se mobilizaria para salvar a pele de um derrotado?
Porque Flávio Bolsonaro não precisa da faixa presidencial para sabotar o país. Servindo de marionete a partir de Washington, ele é a ferramenta perfeita para conspirar contra a estabilidade do Brasil.
A ameaça é real e continua aqui
Ao longo de toda a campanha, a extrema direita deixou claro o país que pretendia construir:
A eleição foi vencida, mas o monstro continua espreitando. A extrema direita brasileira atua em sintonia direta com o projeto imperialista dos Estados Unidos de Trump e Rubio. A nossa democracia não enfrenta apenas inimigos internos.
Enfrenta uma ofensiva transnacional.
Esquecer Jamais:
O Erro de 2022 não Pode Se Repetir
Cometemos o erro da ingenuidade em 2022. Derrotamos o capitão golpista Jair Bolsonaro, o pai de Flávio, que, como o filho, homenageia torturadores e exalta a ditadura militar. Vimos o pai covarde fugir para os EUA antes mesmo da posse. Achamos, tolamente, que o bolsonarismo havia sido soterrado.
Não foi. A Justiça agiu e trancou o golpista pai na cadeia por 27 anos e 3 meses. Mas o fascismo se reinventou, alimentou suas bases e lançou o filho Flávio para dar continuidade ao projeto de destruição.
Derrotamos o pai em 2022. Derrotamos o filho em 2026. Mas o bolsonarismo continua alimentado pelo apetite da Doutrina Donroe. Não há espaço para complacência.
Da Geração de 68 aos Meninos e Meninas de 2026:
Todos às Ruas!
A reação não pode esperar. Ela começa agora, sem trégua.
Os jovens estudantes brasileiros já deram o recado e convocaram a resistência. Neste domingo, 1º de novembro, às 10h, a Avenida Paulista, em frente ao MASP, será o palco da nossa resposta.
Como bem cravou Camila Moraes, secretária-geral da UNE: “Ameaças de Flávio Bolsonaro vão bater de frente com as mobilizações de massa.”
É a juventude que derrotou o medo nas urnas que precisa voltar a ocupar cada metro de asfalto. É a geração dos Meninos e Meninas de 2026 chamando para a marcha aqueles que carregam a história nas marcas do rosto: os Meninos e Meninas d geração 68.
Aqueles jovens que enfrentaram os porões da ditadura militar, a tortura e a censura, os sobreviventes hoje têm os cabelos brancos, mas mantêm a chama da indignação intocada.
Quase seis décadas separam essas duas gerações, mas o mesmo sangue antifascista corre em suas veias.
A eleição foi a primeira batalha. A guerra pela nossa soberania continua.
Trump e Rubio não vão desistir do Brasil. O Escudo das Américas continua projetando sua sombra imperialista sobre a nossa terra. E a extrema direita interna continua pronta para vender o país a preço de banana.
A democracia não se defende com passos tímidos em gabinetes.
Defende-se com o povo mobilizado nas ruas!
Que a juventude de hoje marche lado a lado com os veteranos da resistência.
Ontem, contra a ditadura militar. Hoje, contra a extrema direita e a submissão do Brasil ao império.
O Brasil não é quintal de Washington!
Bolsonaros e entreguistas, NUNCA MAIS!


Eletromobilidade e marcas chinesas têm caminho livre, com derrota e fuga de Flávio
Tinha um Brasil no meio do caminho
As mesmas ruas que legitimam podem deslegitimar