Anvisa aprova novo remédio contra câncer de pulmão avançado
247 – Adultos diagnosticados com câncer de pulmão de não pequenas células, do tipo não escamoso, agora contam com uma nova alternativa terapêutica liberada no Brasil. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária oficializou a concessão do registro do Emrelis, remédio desenvolvido pela AbbVie Farmacêutica e composto por telisotuzumabe vedotina, conforme a Resolução-RE nº 4.078 de 16 de outubro de 2026, veiculada no Diário Oficial da União na segunda-feira (19).
O tratamento é direcionado especificamente aos casos em que a doença se encontra em estágio localmente avançado, quando o tumor atinge regiões próximas ao órgão, ou metastático, no momento em que se espalha para outras partes do corpo. Para a indicação do produto, os pacientes precisam ter passado por terapias anteriores e apresentar uma elevada concentração da proteína c-Met no tumor, condição que exige confirmação por meio de exames laboratoriais.
A mecânica de atuação do Emrelis se fundamenta na junção de um anticorpo com um composto projetado para paralisar a divisão celular e induzir a destruição das células doentes. A substância reconhece a presença da proteína c-Met presente na superfície do tumor e atua transportando o princípio ativo diretamente para o meio intracelular. Embora o foco principal sejam as estruturas com grande quantidade dessa proteína, o remédio também pode atingir tecidos saudáveis. O protocolo de aplicação prevê infusão intravenosa com duração de meia hora, realizada em intervalos de duas semanas.
A autorização concedida pela agência reguladora brasileira abrange duas versões do produto, nas dosagens de 20 mg e 100 mg, comercializadas em pó para diluição em solução injetável, com validade do registro fixada até o mês de outubro de 2029. O fabricante adverte que o uso pode ocasionar reações adversas como fadiga contínua, redução do apetite e retenção de líquidos, além do risco de complicações severas na visão, no sistema respiratório e nos nervos periféricos, além de intercorrências associadas à aplicação. O monitoramento contínuo por profissionais de saúde é indispensável para orientar eventuais pausas, ajustes de dosagem ou a interrupção definitiva das aplicações.



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